Apresentação

Caros leitores, esse blog foi criado com intuito de compartilhar informações sobre: Contabilidade, Gestão financeira, Auditoria, Economia, Controladoria, Empreendedorismo e Análise de Dados
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quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Artigo: Precificação do risco de liquidez no mercado acionário brasileiro

 

Esse estudo teve como objetivo testar o desempenho do modelo de cinco fatores proposto por Fama e French (2015) acrescido de um fator para o risco de liquidez no contexto do mercado acionário brasileiro para, em seguida, verificar se o risco de liquidez das ações é precificado no mercado de capitais brasileiro. Para tanto, utilizou-se uma amostra composta por 385 ações negociadas na B3 entre junho de 1999 e junho de 2017, sendo testada a inclusão de um fator para o risco de liquidez, representado pela iliquidez ajustada e pelo turnover padronizado, no modelo de Fama e French (2015). Os resultados obtidos nos modelos estimados indicaram que a liquidez é um fator de risco precificado pelos investidores no mercado brasileiro, haja vista a melhora do desempenho do modelo de Fama e French (2015) após a inclusão do fator para o risco de liquidez.

  • Gabriel Augusto de CarvalhoCENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS (CEFET/MG)
  • João Eduardo RibeiroUniversidade Federal de Minas Gerais - UFMG
  • Hudson Fernandes AmaralCentro Universitário Unihorizontes
  • Juliano Lima PinheiroUniversidade Federal de Minas Gerais - UFMG
  • Laise Ferraz CorreiaCentro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais

Veja:

https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/rbfin/article/view/81844/79517

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Artigo: O efeito do risco de informação assimétrica sobre o retorno de ações negociadas na BM&FBOVESPA

                                    
Este estudo buscou analisar a assimetria informacional no mercado de ações brasileiro e sua relação com os retornos requeridos de portfólios por meio da métrica volume-synchronized probability of informed trading. Para isso, o estudo utilizou dados reais oriundos das transações de 142 ações realizadas na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBOVESPA), no período de 1º de maio de 2014 a 31 de maio de 2016. Os resultados apontam um alto nível de toxicidade dos fluxos nas ordens dessas ações. Em análises por segmento de listagem na bolsa, os dados sugerem não haver indícios de que as ações dos segmentos teoricamente mais transparentes apresentam menor nível de toxicidade dos fluxos de ordens. A justificativa para esse achado reside na correlação negativa observada entre o valor de mercado das ações e o nível de toxicidade das ordens. Para testar o efeito do risco de informação assimétrica sobre o retorno das ações, um fator relacionado ao nível de toxicidade das ordens foi adicionado aos modelos de três, quatro e cinco fatores. Por meio do teste GRS, verificou-se que a combinação de fatores que otimiza a explicação dos retornos dos portfólios criados foi aquela que se valeu dos fatores mercado, tamanho, lucratividade, investimento e risco informacional. Para testar a robustez desses resultados, empregou-se o Average F-test em dados simulados pelo método bootstrap, sendo obtidas estimativas semelhantes. Observou-se que o fator relacionado ao índice book-to-market se torna redundante no cenário nacional para os modelos testados. Além disso, verificou-se que o fator relacionado ao risco informacional funciona como um complemento ao fator tamanho e que sua inclusão leva a uma melhora no desempenho dos modelos, indicando um possível poder de explicação do risco informacional sobre o retorno dos portfólios. Os dados sugerem, portanto, que o risco informacional é precificado no mercado acionário brasileiro.
 
Autores:
SIQUEIRA, Leonardo Souza;
AMARAL, Hudson Fernandes  e 
CORREIA, Laíse Ferraz.
 
Veja:

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Artigo: Efeitos da Volatilidade Idiossincrática na Precificação de Ativos.

           CAPM
Este artigo tem por objetivo avaliar os efeitos das componentes da volatilidade agregada de mercado - volatilidade média e correlação média - no apreçamento de portfólios ordenados por volatilidade idiossincrática, utilizando-se dados brasileiros. O estudo investiga se portfólios com altas e baixas volatilidades idiossincráticas - em relação ao modelo de Fama e French (1996) - têm diferentes exposições às inovações na volatilidade média do mercado e, consequentemente, diferentes expectativas de retorno. Os resultados estão em linha com os encontrados para dados norte-americanos, embora retratando a realidade brasileira. A decomposição da volatilidade permite que a componente volatilidade média, sem a perturbação gerada pela componente correlação média, possa precificar melhor os efeitos da piora ou da melhora do cenário de investimentos. Esse resultado também é idêntico ao encontrado para dados norte-americanos. A variância média deveria, então, comandar um prêmio de risco. Para dados norte-americanos, esse prêmio é negativo. O principal motivo citado em Chen e Petkova (2012) para esse sinal negativo é o alto grau de investimento em Pesquisa e Desenvolvimento registrado pelas empresas com alto nível de volatilidade idiossincrática. Como no Brasil esse tipo de investimento é sensivelmente inferior aos níveis norte-americanos, esperava-se encontrar um resultado com sinal inverso, o que de fato ocorreu.
 
Autores:
LEITE, André Luís;
PINTO, Antonio Carlos Figueiredo  e 
KLOTZLE, Marcelo Cabus
 
Veja:

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Artigo: O Fator de Risco Lucro/Preço em Modelos de Precificação de Ativos Financeiros

           CAPM
Este artigo integra as ideias de duas linhas de pesquisa sobre custo de capital próprio e precificação de ativos: modelos multifatoriais e modelos ex ante. Utilizamos o índice lucro/preço como um indicador para o custo de capital próprio ex ante, a fim de explicar os retornos realizados por empresas brasileiras no período de 1995 a 2013. O achado inicial foi que as ações com altos (baixos) índices lucro/preço têm maiores (menores) retornos realizados ajustados ao risco, controlados pelo beta do CAPM. Os resultados mostram que a seleção de ações com base em altos índices lucro/preço levou a retornos ajustados ao risco significativamente maiores no mercado brasileiro, com retornos anormais médios próximos a 1,3% ao mês. Desenvolvemos modelos de precificação que incluem um fator de risco lucro/preço, com base no modelo de três fatores de Fama e French. Concluímos que tal fator de risco é relevante para explicar os retornos das carteiras, mesmo quando controlado pelo porte e pelo índice valor de mercado/patrimônio líquido. Os modelos que incluem o fator de risco lucro/preço foram superiores para explicar os retornos de ações no Brasil quando comparados ao CAPM e ao modelo de três fatores de Fama e French, apresentando o menor número de interceptos significativos. Esses resultados podem decorrer do impacto da inflação historicamente elevada no Brasil, que reduz o conteúdo informativo do valor do patrimônio líquido, tornando, assim, os modelos baseados em índices lucro/ preço superiores. Tais resultados são diferentes dos obtidos em mercados mais desenvolvidos e a superioridade do índice lucro/preço para precificação de ativos também pode existir em outros mercados emergentes.
 
Autores:
NODA, Rafael Falcão;
MARTELANC, Roy  e 
KAYO, Eduardo Kazuo.
 
Veja:

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Erros de precificação: falta de experiência ou ganância ?

                             
O episódio dos ingressos a R$ 1 mil no Mineirão deram o que falar na semana que passou.
Final da Copa do Brasil, transmissão para todo o Brasil em horário nobre e…as cadeiras centrais do Mineirão quase vazias, passando uma sensação desagradável de estádio vazio.  De fato, a imagem da área nobre do estádio vazia em plena decisão de uma final tão esperada traduz algo de fracasso.
Em uma primeira análise, ingressos a R$ 1 mil parecem um exagero. Um valor totalmente equivocado. Suspeito que por trás desse equívoco exista uma pitada do que podemos chamar de “picuinha amadora” entre os dirigentes de Cruzeiro e Atlético. Talvez açodados pelo desgaste da liberação e quantidade de ingressos para os torcedores cruzeirenses na primeira partida, e embalados pela boa vantagem dos atleticanos obtida na mesma, o Mineirão (talvez com uma “mãozinha” do Cruzeiro) tenha fixado esse valor despropositado. Baseado em que esse valor foi fixado ? Não sei, mas justificá-lo tecnicamente é muito difícil.
Volto a repetir  o que tenho dito e escrito sobre o assunto. Precificar ingressos de eventos é para profissionais. É preciso usar a experiência, tecnologia, conhecimentos acadêmicos, e bom senso. Em resumo, é preciso usar a cabeça (e até um pouco do tal “feeling”), e não o fígado.
O precificador não pode se submeter a pressões para adotar estratégias “populistas” ou “elitistas”, pois sua missão é obter a maior receita possível dentro da combinação público x valor de ingresso. É preciso atingir o nível mais próximo ao que a Teoria do Consumidor chama de “preço de reserva” (o máximo que um consumidor está disposto a pagar por um determinado produto ou serviço). É claro que não é fácil, muito pelo contrário, mas é preciso errar pouco. Se o erro for grande para baixo, o lucro será dos cambistas. Se o erro for  grande para cima, os lugares ficarão vazios. Em ambos os casos o prejuízo será grande.
No Brasil, o custo de construção e operação das novas arenas, tem pressionado seus gestores na busca de tickets médios mais altos, mas a falta de experiência tem sido decisiva para vários erros. Principalmente porque do outro lado da balança está um produto de qualidade cada vez mais baixa, que aparentemente um número cada vez menor de consumidores se motiva a comprar.
Assim, é preciso uma revolução urgente na precificação e estratégia de vendas de ingressos de eventos no Brasil. Já existem alternativas mais inteligentes e em breve retornaremos ao assunto.
 
Ricardo Araujo
 
Fonte: Exame

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Precificação dinâmica ajuda lojista online ‘a sobreviver’

            
Introduzida no Brasil em meados do ano passado, a ferramenta de precificação dinâmica ainda é uma tecnologia recente no varejo online, mas vem ganhando espaço significativo no mercado. De acordo com dados da Precifica, empresa que oferece serviços de precificação dinâmica, a demanda pelo serviço cresceu 200% entre as lojas virtuais, em seu primeiro ano por aqui.
Mas o que significa exatamente precificação dinâmica? “É o ajuste automático de preços dos produtos de um e-commerce de acordo com regras pré-definidas que levam em consideração as alterações de preço e disponibilidade de produtos no mercado, custo de aquisição e margens mínimas”, explica Luiz Augusto Pereira, diretor comercial da Precifica.
O objetivo da precificação dinâmica é “trazer mais agilidade, competividade e resultados financeiros positivos”, complementa Ricardo Ramos, 32 anos, diretor de métricas na Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). “O varejista deixa de determinar um preço de venda fixo e passa a indicar uma faixa de preços por produto. De posse desta informação, o sistema de precificação dinâmica analisa diversos indicadores em tempo real, determinando o melhor preço de venda diretamente na loja virtual.”
Fazendo uma analogia, Ramos explica que o conceito de precificação dinâmica é tão simples quanto um GPS: “Você quer saber qual a melhor rota (qual o melhor preço) para chegar a um determinado destino (quantidade de vendas, receita, lucro, rentabilidade, giro de estoque, etc.), levando em conta restrições das vias e trânsito (margem mínima, preços na concorrência, estoque e etc.)”.
 
Precificação inteligente
Considerando que o preço dos produtos tem grande influência no processo de compra dos consumidores, “é fundamental que o varejista online gerencie os preços dos seus produtos com máxima agilidade”, diz Pereira. No entanto, é importante entender que a precificação dinâmica não é inteligente se for utilizada apenas para combater preços, sem conhecer o impacto da estratégia nos resultados da empresa, lembra o diretor de métricas da ABComm.
Sendo assim, muitas vezes vale aderir à precificação inteligente, que além de dinâmica, leva em consideração não só os concorrentes, mas também algoritmos e modelos estatísticos com base até mesmo na sazonalidade e datas especiais, por exemplo. Seja como for, uma coisa é certa: “A precificação dinâmica veio para ficar e vai se tornar uma ferramenta fundamental para a sobrevivência do varejista online nos próximos anos”, finaliza Ramos.
 
Fonte: Terra

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Desafios da precificação no Cloud Computing

                    nuvem
Apesar de parecer um cenário perfeito para todos, esse modelo impõe grandes desafios tanto as empresas de TI na hora de precificar os contratos como aos compradores que devem se preocupar com as multas para sair dos contratos.

A Cloud Computing ou Computação na Nuvem, impõe um novo desafio financeiro as empresas de tecnologia. O desafio de como precificar corretamente esses modelos de contratos e como conseguir o capital necessário para financiar os equipamentos e infraestrutura.
Esse novo formato de prestar os serviços, que embarca o SaaS - Software as a Service, o PaaS – Plataforma as a Service e o IaaS – Infraestrutura as a Service, requer muita atenção da área de finanças na hora de definir os preços e regras do contrato.
De certa forma esse modelo já é adotado pelas empresas de Telefonia Celular a um bom tempo. Elas fornecem um aparelho celular ao cliente, e uma gama de serviços que serão prestados no decorrer do contrato. Você está comprando seu celular como serviço.
Da mesma forma no modelo de Cloud Computing as empresas de TI entregam um pacote com serviços, equipamentos, softwares e toda a infraestrutura necessária, como serviços. Esse modelo tira dos clientes o peso do investimento inicial e divide os ganhos da infraestrutura compartilhada.
A princípio é o cenário perfeito para todos. As empresas de TI incrementam as vendas de serviços com receita recorrente, e compartilhando a infraestrutura, devem gerar também um aumento da margem bruta dos serviços. Os clientes por outro lado não precisam mais gastar somas vultuosas em (CAPEX - Investimentos de Capital) e terão sempre uma infraestrutura atualizada pagando um “aluguel” mensal.

Klaus Ehmke da Akurat Consultoria alerta que apesar de parecer um cenário perfeito para todos, esse modelo impõe grandes desafios tanto as empresas de TI na hora de precificar os contratos como aos compradores que devem se preocupar com as multas para sair dos contratos.
O grande desafio das empresas de TI são as inúmeras variáveis financeiras que precisam ser consideradas na formação do preço, e que podem impactar muito a rentabilidade futura dos contratos. Ser conservador pode resultar em perder o contrato para o concorrente e ser ousado pode representar grandes prejuízos futuros. Alguns exemplos dos desafios na precificação dos contratos são:
 
1. Disponibilidade de Capital e/ou Crédito - Todo o investimento inicial, conhecido como “CAPEX” – (Investimento de Capital), que os clientes não querem ou não tem como investir, precisa ser feito pela empresa de tecnologia, que precisa dispor de recursos próprios ou de crédito para financiar esses investimentos. Pequenas e médias empresas vão ficar de fora de grandes contratos.
2. Infraestrutura Compartilhada – Um princípio básico do Cloud Computing é compartilhar a infraestrutura e esse é um grande desafio na hora de definir o preço. Como efetuar o rateio da infraestrutura compartilhada? Quem banca a infraestrutura ociosa? Quanto de ociosidade deve ser incluída no preço de cada contrato? Outra variável que pode fazer o preço ficar mais baixo, a margem mais alta, mas pode representar prejuízos se estimadas erroneamente.
3. Custo de Capital - Qual o custo de capital a ser considerado no preço? Como os contratos tendem a ser de longo prazo as empresas de tecnologia precisam estimar a taxa de juros futuro, considerar a taxa média de seus financiamentos de capital, considerar o risco pais, o “WAAC”, etc, etc. Alguns poucos pontos percentuais de diferença na estimativa podem determinar um preço mais baixo para ganhar a concorrência, mas também podem acabar em surpresas negativas no futuro.
4. Prazo do contrato – O prazo influencia significativamente no preço. Um contrato de 5 anos terá os investimentos diluídos em 60 meses, e claro, o preço mensal vai fica menor que em um contrato de 3 anos. Os clientes querem pagar o preço de um contrato de longo prazo mas querem assinar contratos de no máximo um ano de vigência.
5. Multa no cancelamento – Óbvio que o prazo do contrato impacta no preço final, mas de nada adianta um contrato de longo prazo sem uma multa por cancelamento antecipado que cubra todos os investimentos que foram feitos no contrato. Determinar essa multa para cada momento do contrato é um grande desafio no modelo de Cloud Computing.
6. Vida útil dos equipamentos - A vida útil dos equipamentos é fator determinante na formação do preço. Na hora de tentar ganhar o contrato é grande a tentação de incluir um ano a mais na vida útil do equipamento, mas se você precisar substituir o equipamento antes do final da vida útil que foi estimada, certamente reduzirá muito a margem de seu contrato.
 
Com tantas variáveis, não dá para saber porque seu preço é diferente do seu concorrente que ganhou o contrato, ou por que a sua margem real, está mais baixa do que a que foi planejado na venda.
Na hora da precificação sempre há o dilema em ser mais agressivo em algumas premissas para ter um preço mais competitivo e ganhar o contrato, ou ser conservador, reduzir os riscos e talvez perder o contrato para o concorrente. Como ponderar esses fatores é o grande desafio.
Vender soluções de TI no modelo de Cloud Computing está se tornando um desafio financeiro mais complexo do que o desafio tecnológico.
Todo cuidado é pouco pois o crescimento de receitas não pode acontecer com base em premissas financeiras que podem representar um grande problema financeiro no futuro.
 
Klaus Ehmke
Profissional com mais de 25 anos de experiência profissional em diversos segmentos da administração empresarial; Graduado em Administração de Empresas e Ciências Contábeis, possui larga experiência como Diretor Financeiro em multinacionais e nacionais nas áreas de tecnologia e varejo (EDS, TATA Consultancy, Elucid Solutions, PSINet, Makro Atacadista, Globalweb) Possui oito anos de experiência de auditoria em uma das Big Fours. Concretizou nos últimos anos vários processos de Fusões e Aquisições. Possui vasta experiência tributária e experiência na negociação de contratos e gestão empresarial.
 
Fonte: Administradores
 

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Artigo: Precificação de Derivativos Exóticos no Mercado de Petróleo

                                  [Image_046.jpg]
Estudamos a precificação de opções exóticas nos mercados de petróleo e de seus derivados. Iniciamos com uma análise exploratória dos dados, revisitando suas propriedades estatísticas e fatos estilizados relacionados às volatilidades e correlações. Subsidiados pelos resultados de tal análise, apresentamos alguns dos principais modelos forward para commodities e um vasto conjunto de estruturas determinísticas de volatilidades, bem como os respectivos métodos de calibragem, para os quais executamos testes com dados reais. Para melhorar o desempenho de tais modelos na precificação do smile de volatilidade, reformulamos o modelo de volatilidade estocástica de Heston para lidar com uma ou múltiplas curvas forward, permitindo sua utilização na precificação de contratos definidos sobre múltiplas commodities. Calibramos e testamos tais modelos a partir de dados reais dos mercados de petróleo, gasolina e gás, e comprovamos a sua superioridade frente aos modelos de volatilidade determinística. Para subsidiar a precificação de opções exóticas e contratos OTC, revisitamos dos pontos de vista teórico e prático assuntos como simulação de Monte Carlo, soluções numéricas para SDEs e exercício americano. Finalmente, por meio de uma bateria de simulações numéricas, mostramos como os modelos podem ser utilizados na precificação de opções exóticas que tipicamente ocorrem nos mercados de commodities, como as calendar spread options, crack spread options e as opções asiáticas.
 
 
Autor: Diogo Barboza Gobira
 
 

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Artigo: Liquidez e precificação de ativos: evidências do mercado brasileiro

                   
Este artigo teve por objetivo analisar se o modelo de dois fatores desenvolvido por Liu (2006) explica as variações dos retornos das ações no mercado acionário Brasileiro. Teve-se como objetivo secundário comparar o desempenho do modelo de dois fatores de Liu com o do CAPM e com o de três fatores de Fama e French (1993), bem como investigar se o modelo é robusto às estratégias baseadas nos efeitos tamanho da empresa, book-to-market, estratégia momento, lucro/preço, fluxo de caixa/preço, liquidez e alavancagem, denominadas de anomalias de valor. Para o desenvolvimento do estudo, optou-se pelo emprego de portfólios e, para analisar o desempenho do modelo na explicação das variações dos retornos das ações, foram utilizadas regressões múltiplas em série de tempo. A população analisada consistiu de todas as empresas com ações listadas na BM&FBOVESPA, no período de 1995 a 2008. Como resultados principais, percebeu-se uma melhora no poder explicativo do modelo de dois fatores em relação ao CAPM e um desempenho muito próximo ao modelo de três fatores. Dessa forma, os resultados obtidos com o modelo de dois fatores são relevantes, considerando que se trabalhou com portfólios dinâmicos. Por fim, ainda que o modelo de dois fatores não tenha explicado as anomalias comumente documentadas na literatura, avanços foram evidenciados, sendo um importante passo na literatura, mesmo havendo muito a evoluir.
 
Autores:
Márcio André Veras Machado
Márcia Reis Machado
 
Veja:

terça-feira, 4 de setembro de 2012

CEO da VMware promete novo modelo de precificação

    
Ao falar de plataforma que congrega diversos produtos da companhia e facilita implantação de nuvem, Pat Gelsinger anunciou cobrança por CPU e não mais por componente

Quando um executivo assume o controle de alguma empresa, em geral, são esperadas grandes mudanças. Seja de estilo, condução, mentalidade ou mesmo no direcionamento da estratégia da companhia. Na VMware, a regra não deve ser quebrada. Pat Gelsinger, novo CEO da fabricante, abriu o principal evento da empresa, o VMworld, em San Francisco (EUA), dizendo que está comprometido com a estratégia traçada por seu antecessor Paul Maritz. Entretanto, anunciou algo que deve animar clientes e parceiros: um novo modelo de cobrança.
Não é de hoje que gestores de TI reclamam da forma como os fornecedores cobram por seus produtos. São licenças caras, custo de manutenção e diversas opções que, ao serem agregadas ao contrato de prestação de serviço, tornam, muitas vezes, o projeto inviável. E é justamente essa imagem que a VMware quer mudar.
“Nós ouvimos vocês”, disparou Gelsinger para uma plateia de mais de 20 mil pessoas no Moscone Center, durante a abertura do VMworld 2012. “Fazemos pesquisas abrangentes com nossos clientes e usamos os resultados para melhorar nossos produtos. E um dos principais questionamentos era o preço.”
A tentativa para solucionar o descontentamento em relação à precificação veio com uma nova abordagem de venda dos produtos. Antes de explicar como seria feita a cobrança, Gelsinger apresentou o que, talvez, seja o principal anúncio da empresa durante este evento, o vCloud Suite. Trata-se um combo que tem como principal objetivo facilitar a implantação de nuvem em empresas e provedores – seja para uma abordagem pública ou privada.
Como destacou Gelsinger, é a primeira solução para o que eles chamam de um data center definido por software. “Queremos criar uma espécie de contêiner, é assim que vemos o DC do futuro”, pontuou. “É preciso mudar, sair da complexidade”. Essa guinada significa uma infraestrutura totalmente virtualizada, entregue ou comercializada como serviço e toda automatizada por software.
O vCloud Suite congrega todo o portfólio da VMware para virtualização, infraestrutura de nuvem e gerenciamento em um simples SKU, trazendo facilidade na implantação de cloud computing. Como apresentou o CEO, entre os produtos incluídos na suite, para aqueles que não têm o portfólio da companhia em mente, estão: vFabric, vCenter, vCloud Connector, vCloud API, além de rede, segurança e storage.
Mas além de toda a integração do portfólio em um único pacote e a redução da complexidade na implantação, como fica a cobrança? E aí residiu o principal trunfo de Gelsinger para o VMworld. “A precificação será por CPU, sem limitação, não será por componente VMware, declarou o executivo, animando a multidão presente.

*O jornalista viajou a San Francisco a convite da VMware
Fonte: CRN Brasil

AVISO

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