
A pesquisa investiga a influência do grau de tangibilidade na velocidade de ajuste em direção ao endividamento alvo, com base na teoria do tradeoff dinâmico. O tema é relevante em face da ausência de consenso entre os pesquisadores, cujos estudos demonstram variada gama de resultados díspares. É empregado o modelo de ajuste parcial em painel de dados dinâmico, com estimadores de Arellano-Bond e Blundell-Bond, visando a determinar a velocidade de ajuste do endividamento de empresas não financeiras do Reino Unido no período de 10 anos, entre 2005 e 2014. São utilizadas três amostras: a primeira contém 1.045 empresas, a segunda contém 309 empresas com maior grau de tangibilidade e a terceira contém 309 empresas com menor grau de tangibilidade. Os resultados empíricos apresentam evidências, com significância estatística, da influência do grau de tangibilidade das empresas na velocidade de ajuste do nível de endividamento. A velocidade de ajuste para o grupo de empresas com maior tangibilidade é menor quando comparada ao grupo de empresas com menor tangibilidade, quando é utilizado o modelo de Blundell-Bond, cujos estimadores são mais eficientes e menos enviesados. Estes resultados podem contribuir para a melhor gestão da estrutura de capital das empresas.
Autores:
José Milton Almeida-da-Silva,
Wilson Toshiro Nakamura,
Elaine Vieira Nakamura
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