O artigo avalia a influência das pressões institucionais na evidenciação de projetos de mudança climática em empresas de petróleo e gás. O trabalho baseia-se em uma amostragem de 35 relatórios empíricos de sustentabilidade de empresas americanas, europeias, asiáticas, publicados em 2011 na Fortune Resultados sugerem que as companhias posicionadas no topo do ranking da Fortune têm maiores níveis de evidenciação de projetos de mudança climática. Essas empresas são mais suscetíveis às pressões normativas, contrariando a ideia de que a estratégia climática esteja associada às pressões miméticas ou coercitivas. Empresas em economias emergentes possuem baixos níveis de evidenciação, em virtude das questões ambientais receberem um menor nível de atenção, quando comparadas às questões sociais, como a pobreza. O estudo demonstra que as multinacionais estão sujeitas a baixas pressões coercitivas, em virtude da ausência de regulações claras e mecanismos internacionais de fiscalização. As empresas de petróleo e gás estão expostas às pressões institucionais associadas com os três tipos de isomorfismo (coercitivo, mimético e normativo), com a predominância do pilar normativo, e podem, através do desenvolvimento de projetos de mudança climática, adquirir legitimidade frente aos stakeholders.
Autores:
Mônica Cavalcanti Sá de Abreu,
Sâmia Castor Albuquerque,
Marcelle Colares Oliveira
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