Renda no topo da pirâmide subiu mais que entre os mais pobres
Após 12 anos de queda consecutiva, a desigualdade de renda voltou a subir no país, revelou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2013. O índice de Gini (que mede a desigualdade de renda, quanto mais perto de 1, pior) da renda do trabalho subiu de 0,496, em 2012, para 0,498, em 2013. Mesmo durante a crise financeira internacional, a redução da desigualdade tinha se sustentado.
No ano passado, no entanto, apesar de todas as faixas de renda registrarem alta nos rendimentos, a parcela no topo da pirâmide teve alta superior a dos mais pobres. a renda dos 10% mais pobres subiu 3,5% enquanto que os mais ricos, 6,4% dos mais ricos.
Após 12 anos de queda consecutiva, a desigualdade de renda voltou a subir no país, revelou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2013. O índice de Gini (que mede a desigualdade de renda, quanto mais perto de 1, pior) da renda do trabalho subiu de 0,496, em 2012, para 0,498, em 2013. Mesmo durante a crise financeira internacional, a redução da desigualdade tinha se sustentado.
No ano passado, no entanto, apesar de todas as faixas de renda registrarem alta nos rendimentos, a parcela no topo da pirâmide teve alta superior a dos mais pobres. a renda dos 10% mais pobres subiu 3,5% enquanto que os mais ricos, 6,4% dos mais ricos.
— Eu não diria que houve queda nem alta (da desigualdade desde 2011). A variação é muito pouca desde 2011. Antes se observavam quedas importantes de ano a ano e de 2011 para cá o que a gente percebe é que varia pouco para cima ou para baixo. Não afirmaria que há uma melhora ou piora na concentração de renda. Diria que a gente está na mesma condição de 2011 — afirma Maria Lucia Vieira, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.
Quando se analisa o índice de Gini de todas as fontes, ou seja que leva em conta além do trabalho das transferências de renda governamentais, a desigualdade se manteve em 0,505. O movimento variou nas regiões do país: caiu no Norte, Sul e Centro Oeste, mas se manteve no Nordeste e subiu no Sudeste.
A presidente do IBGE, Wasmalia Bivar, afirmou que a o índice, que mede a desigualdade de renda, chegou à estabilidade após um longo período de queda.
— Esse nível de concentração é elevado, mas se fez um movimento importante, se ultrapassou a barreira do 0,500 e se mantém. Houve muitos ganhos de programas sociais no mercado de trabalho, mas chega uma hora de diversificar suas políticas de distribuição de renda — disse.
Para Rudi Rocha, professor do Instituto de Economia da UFRJ, também é cedo para dizer que houve um aumento da desigualdade. Mas a ideia de uma estagnação já é bastante negativa, considerando a trajetória de queda que vinha sendo traçada nos útlimos anos. Rocha é conservador na análise, mas pondera se o efeito dos aumentos salariais está se esgotando.
— O quadro não é necessariamente negativo, embora alguns movimentos de variáveis importantes indiquem sinal de alerta. Um deles é que a renda dos mais pobres está crescendo devagar — afirma. — O salário está crescendo. A pergunta que fica é: será que encontramos uma resistência?
DESIGUALDADE DE GÊNERO DIMINUI
O IBGE mostrou ainda que 29,8% das mulheres recebia até um salário mínimo em 2013, contra 21,1% dos homens empregados.
Fonte: O globo
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