
De uma forma bem simplista o valor da empresa é a soma de dois fatores: 1) potencial de gerar riqueza nos próximos anos (mínimo de cinco anos, dependendo do seguimento e da expectativa de retorno de capital); e 2) situação patrimonial.
O potencial de gerar riqueza ou lucro é considerado tecnicamente como o valor da marca. O preço é projetado a partir de uma expectativa de receitas e despesas, por isso necessita ser ajustado ao momento presente. A marca é um ativo intangível, que é maior do que o valor dos ativos tangíveis (prédios, maquinas, equipamentos, etc).A situação patrimonial é quantificável em termos reais. Ou seja, é tudo que a empresa possui como patrimônio, mais os direitos a receber, menos tudo o que tem a pagar — incluindo fornecedores, bancos, impostos, funcionários, passivos trabalhistas e passivos ocultos.
Só existe uma forma para fugir da guerra por preços baixos e conquistar mercado oferecendo produtos similares aos que inundam as prateleiras. O jeito é fazer com que os consumidores valorizem o seu produto em detrimento ao dos concorrentes. Em outras palavras, aumentar o valor percebido da marca. Para entender esta lógica, basta ver o preço dos produtos de grife.
Muitos processos de fusão, aquisição e incorporação de empresas são realizados devido à atratividade das marcas. Um bom exemplo é o grupo Três Corações, que é o resultado da fusão entre a Santa Clara Alimentos e Café Três Corações. Em 2005, a Santa Clara incorporou a Três Corações e iniciou uma nova trajetória empresarial. A nova marca ajudou o grupo a assumir a liderança com mais de 20% de participação no mercado de pó de café.
Sem a avaliação da marca o valor negociado pode estar muito abaixo ou acima do valor real e causar grandes prejuízos para o vendedor ou para o comprador. Para o comprador é fundamental saber o valor da marca que está adquirindo, o seu potencial de gerar riquezas e lucros. O vendedor necessita avaliar corretamente o valor da sua empresa somando os valores dos bens tangíveis com os intangíveis para poder fazer uma negociação justa. Imagina a Apple sendo vendida pelo valor contabilizado do seu imobilizado...
* Orlando Oda, administrador de empresas, tem mestrado em administração financeira pela FGV e é presidente do Grupo AfixCode.
Fonte: JB
http://www.jb.com.br/sociedade-aberta/noticias/2013/09/03/valor-da-marca-a-importancia-da-avaliacao-do-intangivel/
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