O artigo tem por objetivo identificar se os bancos brasileiros são discricionários quanto às escolhas contábeis quando do reconhecimento e mensuração dos derivativos para o gerenciamento de resultados e quais são os determinantes dessa prática. Utilizando modelo de dois estágios para segregar a parcela discricionária do valor justo estimado dos derivativos e com base em informações entre o terceiro trimestre de 2002 e o quarto trimestre de 2010, os resultados empíricos confirmam a reversão da parcela discricionária em períodos subsequentes, revelam que os bancos utilizam esse tipo de ação como mecanismo para o alisamento de resultados, e evidenciam que essa prática é mais comum nas instituições privadas, com menores ativos e menor nível de capitalização. As evidências avançam em relação a estudos anteriores, que identificaram o uso de derivativos na prática do gerenciamento de resultados pelos bancos, mas não associaram essa prática à ação discricionária da administração.
Autores:
José Alves Dantas,
Fernando Caio Galdi,
Lúcio Rodrigues Capelletto,
Otávio Ribeiro Medeiros
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