Num cenário de ceticismo da sociedade nas instituições do Estado brasileiro (poderes executivo, legislativo e judiciário) e de utilização crescente das redes sociais no Brasil e no mundo, inclusive como ferramenta de mobilização social, as iniciativas dos governos nas esferas federal, estadual e municipal têm buscado através da internet informar os cidadãos sobre suas atuações tais como os portais de transparência (contendo os gastos públicos). Apresentando a legislação vigente para contextualização atual do papel de cidadão e seu desdobramento no contexto da educação fiscal como política pública (por exemplo, o Programa Nacional de Educação Fiscal - PNEF), este artigo tem como objetivo principal demonstrar a necessidade de implementação da educação fiscal nas principais redes sociais: Facebook, Twitter e Youtube, ampliando assim o campo existente de atuação: palestras, cursos presenciais e à distância, páginas informativas na internet, etc. Para melhor entendimento do contexto atual de utilização da internet, também foi feita uma apresentação da nova tendência da mídia, inserida no conceito de cultura da convergência, na qual o usuário interage com as páginas web, gerando seu próprio conteúdo, conhecida como Web 2.0. A metodologia utilizada para esse trabalho parte de consulta bibliográfica e dados quantitativos de pesquisas sobre utilização da internet e redes sociais. De maneira complementar, foram apresentados os casos de sucesso implementados pela prefeitura municipal de Curitiba, Superior Tribunal de Justiça e Controladoria Geral da União, que se utilizaram das redes sociais como instrumentos de comunicação, aprendizado e transparência de sua atuação, de modo que o indivíduo sinta-se corresponsável pelo conjunto político no qual está inserido.
Autor:
Guilherme Nathanli Ribeiro Beserra
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