
Este estudo demonstra as regras contábeis concernentes à contabilização de derivativos e hedge, em concordância com a convergência das normas internacionais adotadas pelo Brasil e sua aplicabilidade nas companhias brasileiras. Doravante a pesquisa do acervo bibliográfico sobre o tema, agregado aos estudos empíricos realizados, formou-se uma base de conhecimentos capaz de averiguar os tipos de derivativos mais utilizados, assim como a finalidade de sua utilização. A partir da análise das demonstrações financeiras divulgadas, verificou-se o método de reconhecimento e mensuração adotado pelas instituições amostrais, e consequentemente, se tais métodos prezavam pela determinação legal. Como desfecho, identificou-se que as organizações fazem uso de contratos a termo, contratos futuros, contrato de swaps e contratos de opções, geralmente com a finalidade de hedge, ou seja, visando a proteção de suas operações com ativos, passivos ou transações futuras altamente prováveis, cujos valores estão atrelados a variáveis incertas do mercado. Acentua-se que as empresas ainda estão em processo de absorção desses novos conceitos contábeis, bem como sua aplicação, que vem sendo introduzida gradativamente aos métodos contábeis, principalmente aqueles relativos a contabilidade de hedge ou hedge accouting. As organizações mais ousadas que já instituíram o uso diferenciado da contabilidade de hedge, contemplaram seus efeitos no resultado, e apesar da desconfiança que possa causar em diversos tipos de usuários, o hedge accouting assegura uma maior eficácia nos resultados dos relatórios financeiros, acentuando o desempenho real da instituição, sem transgredir os preceitos da representação fidedigna, bem como as demais normas e princípios contábeis.
Autor:
Michelle C Teixeira
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