Apresentação

Caros leitores, esse blog foi criado com intuito de compartilhar informações sobre: Contabilidade, Gestão financeira, Auditoria, Controladoria e Empreendedorismo

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

CONFIANÇA E INSPIRAÇÃO PARA VIRAR O JOGO

CONFIANÇA E INSPIRAÇÃO PARA VIRAR O JOGO
Por Roberto Shinyashiki
Os líderes conseguem, em meio a uma desgraça, analisar a situação, pensar em novas opções e dar a grande virada na carreira e na empresa. São nesses momentos de dificuldade que você tem a oportunidade de ser o modelo para sua equipe.
Uma das maiores batalhas da minha vida tem sido mudar a mentalidade das pessoas que tomam o tamanho dos seus problemas como o maior empecilho de serem felizes. É uma luta sangrenta: querem me convencer de que problemas grandes são sinônimo de infelicidade. Mentira! A vida é um constante exemplo de pessoas que são felizes apesar de problemas dramáticos.As pessoas que eu mais admiro na vida não são aquelas que nasceram em berço esplendido, mas aquelas que agem e realizam, apesar das dificuldades. Muita gente, mesmo em situações críticas, consegue ter paz no coração e atravessar o oceano de angústia com um sorriso no olhar. Ao passo que indivíduos com todo o tipo de conforto não encontram estímulo para sair da cama. Há exemplos de empresários que perdem suas empresas e experimentam o gosto amargo do fracasso. Os inimigos chegam a comemorar a derrota, mas muitos conseguem dar a volta por cima e recriam seus negócios mais fortalecidos. Em períodos de crise, quantos profissionais são demitidos, mergulham em um novo projeto e voltam em uma empresa muito melhor? Quantas pessoas experimentam dramas na vida, mas fazem dessa dificuldade o alimento do seu espírito e transformam as suas vidas?Ao analisar o seu problema minuciosamente, você pode perceber que ele não é dos mais pesados de carregar. A tendência é cada um pensar que o seu problema é o pior do mundo. Mas as dificuldades não estão baseadas no tamanho dos problemas, mas, sim, na capacidade de lutar para virar o jogo. Portanto, logo depois de sentir a dor gerada por uma adversidade, saia atrás de uma solução, porque esse é o caminho para deixar a existência leve. Chorar em um momento de infortúnio é normal, mas ficar chorando a vida inteira é masoquismo.Os líderes conseguem, em meio a uma desgraça, analisar a situação, pensar em novas opções e dar a grande virada na carreira e na empresa. São nesses momentos de dificuldade que você tem a oportunidade de ser o modelo para sua equipe. As pessoas sempre vão se inspirar em você mesmo que você não saiba. Se desanimar, elas também desanimarão. Se lutar com bravura, todos vão seguir o seu exemplo. Eu, particularmente, fico muito feliz quando vejo o presidente da organização trabalhando junto à equipe com fé e determinação. Pois esse compromisso incendeia o time e todos superam os obstáculos com certeza e coragem.Napoleão Bonaparte, sem dúvida, foi um dos maiores líderes que este mundo já conheceu. Certa vez, seu exército estava se preparando para uma importante batalha, contra um contingente três vezes superior e equipamento mais evoluído. Napoleão avisou os generais de que estava indo para a frente da batalha, e estes procuraram convencê-lo a mudar de idéia.Tudo em vão, não houve nada que dissuadisse Napoleão da idéia. Disse ele:- É mais fácil puxar do que empurrar! E Napoleão tem razão: quando você está junto, as pessoas deixam-se contagiar por sua energia vencedora. Quando o líder assume os riscos com a equipe, suas palavras ganham credibilidade. Quando o líder toma para si as conseqüências de suas decisões, obtém o respeito de seus colaboradores.Quando você vai para a frente da batalha com seus funcionários, a sua equipe se sente protegida para arriscar. A simples presença do líder faz despertar a coragem e a confiança de todos. Roberto Shinyashiki é psiquiatra, palestrante e autor de 13 títulos, entre eles: Os Segredos dos Campeões, Tudo ou Nada, Heróis de Verdade, Amar Pode Dar Certo, O Sucesso é Ser Feliz e A Carícia Essencial (www.clubedoscampeoes.com.br)
http://shinyashiki.uol.com.br/index.php/artigos-detalhe/18/confianCa-e-inspiraCAo-para-virar-o-jogo

BC vai antecipar no País adoção de padrões mais rígidos para bancos

Expectativa de forte crescimento do crédito nos próximos anos faz governo reforçar cautela com o setor
Leandro Modé


O governo brasileiro vai antecipar no País a implementação de novas regras para aumentar a segurança do sistema bancário. Os detalhes das novas regras ainda serão definidos no âmbito de instituições multilaterais, como o G-20 e o Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), mas a decisão de adotar rapidamente as novidades aqui já foi tomada. "Assim como fizemos com outras decisões internacionais semelhantes, vamos antecipar imediatamente a implementação das regras no Brasil",disse ao Estado o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles. No resto do mundo, as regras devem ser adotadas num prazo de dois a três anos.A opção de aperfeiçoar os controles sobre os bancos se dá num contexto em que há expectativa de forte expansão do crédito no Brasil. Na semana passada, o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, alertou para os riscos do crescimento dos empréstimos em uma economia. "O problema sempre aparece, é criado, na expansão, mas se revela na retração", afirmou, durante discurso em evento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), realizado em São Paulo. Ele instou os bancos a "continuar a construir um sistema sólido dentro dessa trajetória de expansão do momento".Um dos consensos que emergiram da crise global foi o de que os bancos precisam de mais fiscalização e melhor supervisão. O assunto tem sido debatido em três esferas: G-20, BIS e Comitê de Estabilidade Financeira (FSB, na sigla em inglês). Ontem, por exemplo, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, afirmou que o Congresso de seu país precisa agir rapidamente para criar um "sistema financeiro mais seguro e mais estável". No dia 8 de dezembro, o Comitê de Supervisão Bancária da Basileia, do BIS, fará mais uma reunião para discutir propostas. O encontro terá a participação de presidentes de BCs, entre eles Meirelles - caso surja algum imprevisto na agenda do brasileiro, ele será substituído pelo diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro, Alexandre Tombini. A expectativa é de que, desse e outros encontros anteriores, surjam novas regras em especialmente duas áreas: necessidade de capital (que deve implicar um aumento do Índice de Basileia, usado para medir a capacidade de solvência de uma instituição financeira) e a adoção de uma espécie de política anticíclica no sistema bancário, que obrigará as instituições a elevar suas provisões nos momentos de bonança. Esse último ponto está sendo chamado pelos especialistas de colchão anticíclico. Pela complexidade do assunto, analistas estimam que propostas fechadas estarão finalizadas apenas no segundo semestre de 2010. A partir daí, ainda haverá um calendário de implementação, que deve dar às instituições no mínimo dois anos para adaptação. É neste ponto que o Brasil pretende se diferenciar do resto do mundo. Segundo avaliação do governo, as regras mais rígidas adotadas no País, que contribuíram para que o sistema financeiro enfrentasse bem a crise, facilitariam a adoção dos novos parâmetros aqui. No Brasil, por exemplo, o BC exige que os bancos tenham um Índice de Basileia mínimo de 11%. No exterior, são 8%. O indicador mede a relação entre patrimônio e ativos ponderados pelo risco. Isso significa que, para cada R$ 1 de patrimônio, a instituição pode emprestar no máximo R$ 9 aqui e aproximadamente R$ 12 lá fora. Avalia-se, também, que a maioria dos bancos brasileiros se adaptaria facilmente à exigência de elevar as provisões em um ambiente de expansão dos empréstimos (modelo adotado na Espanha depois que o país teve uma crise bancária). "A maior parte do sistema brasileiro já está enquadrada nos parâmetros que estão em estudo. Mas, se alguém sair desse enquadramento por causa da forte expansão de crédito prevista para o País, terá de aportar mais capital", disse Meirelles.Segundo o analista de instituições financeiras da Austin Rating, Luís Miguel Santacreu, no fim de junho, os 155 bancos cobertos pela empresa acumulavam provisões totais de R$ 67,5 bilhões. Isso representa 21% a mais do que determina o BC - em números absolutos, são R$ 14,8 bilhões.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091120/not_imp469260,0.php

STJ diverge sobre importação paralela

Laura Ignacio, de São Paulo20/11/2009
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) poderá pacificar o entendimento sobre a legalidade da chamada "importação paralela" - operação efetuada por uma empresa sem ligação com o fabricante ou seus distribuidores. Depois de conquistarem um precedente favorável na Segunda Turma, os importadores oficiais sofreram, agora, uma derrota na Quarta Turma da corte. Ao julgar recurso especial da empresa americana American Home, fabricante dos complexos vitamínicos Centrum, os ministros consideram lícita a prática. Com a divergência, o tema deverá ser levado à Corte Especial.
A American Home, que obteve a exclusividade da fabricante Wyeth-Whitehall para a comercialização do produto no país, queria impedir a atuação da brasileira LDZ Comércio Importação e Exportação. A empresa compra o produto de uma distribuidora em Miami, nos Estados Unidos, segundo o advogado Ricardo Azevedo Leitão, que representa a brasileira no processo. Os ministros da Quarta Turma, no entanto, decidiram que a LDZ pode também vender a vitamina no Brasil.
Os desembargadores da Décima Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) também haviam decidido a favor da LDZ. Os magistrados declararam que se a fabricante e a distribuidora oficial do Centrum, nos Estados Unidos, venderam os vitamínicos diretamente para a empresa brasileira, houve consentimento da detentora da marca para a importação paralela.
Agora, o ministro relator do STJ, Luís Felipe Salomão, em seu voto, ressaltou que, em se tratando de importação lícita - que seria a importação com consentimento da fabricante ou distribuidor oficial-, proibir a importação paralela iria contra o princípio da livre iniciativa. Mas como para uma operação ser declarada lícita depende de provas e o recurso especial não admite a análise destas, o recurso da American Home foi rejeitado. Assim, foi mantida a decisão do TJSP.
Como a Segunda Turma do STJ já havia proferido decisão considerando a importação paralela ilegal, a divergência abre caminho para a pacificação do entendimento do tribunal, segundo o advogado Gabriel Leonardos, do escritório Momsen, Leonardos & Cia. De acordo com o regimento interno do STJ, pode ser apresentado o recurso chamado "embargos de divergência" quando há divergência entre decisões de turmas do STJ.
Na decisão da Segunda Turma, o ministro relator do recurso João Otávio de Noronha admitiu que o titular da marca tinha o direito de impedir a importação paralela quando esta tivesse como finalidade a revenda dos produtos no mercado brasileiro. Leonardos concorda com este posicionamento. Para o advogado, se o importador autorizado for obrigado a concorrer no mercado interno com importadores paralelos, não terá qualquer incentivo para investir em marketing ou assistência técnica, pois seus investimentos beneficiarão seus concorrentes, que então poderão vender produtos mais baratos.
O representante da American Home no processo, o advogado Luiz Henrique do Amaral, do escritório Dannemann Siemsen Advogados, discorda da decisão do STJ e estuda qual tipo de recurso vai interpor. Amaral entende que a decisão do STJ apenas manteve o acórdão do TJSP. O advogado defende que o contrato de exclusividade entre a fabricante do Centrum e a distribuidora oficial do produto deve ser cumprido.
Já o advogado da LDZ comemora a decisão do STJ e não teme recursos. "Afinal, não se trata de produto pirata, mas sim de um produto autêntico que foi distribuído no país por empresa independente", diz Leitão. Para o advogado, não é porque uma empresa estrangeira tem representação no Brasil, que tem o direito ao monopólio da distribuição. "Deve valer o princípio da livre concorrência", afirma.
Para o advogado Solano de Camargo, do escritório Dantas, Lee, Brock e Camargo Advogados, o que causa maior preocupação para as importadoras oficiais é que esses produtos são comercializados por um preço bem mais baixo do que elas mesmas compram do fabricante no exterior. Mas o advogado argumenta que a importação paralela pode ser lícita. "Isso, se não usar indevidamente a marca, obedecendo as regras brasileiras para comercialização do produto previstas no Código de Defesa do Consumidor (CDC)", afirma. O advogado explica que o importador tem que se responsabilizar por dar assistência técnica , por exemplo, aos consumidores do produto que ele traz. Para Solano, o importador paralelo lícito não pode fazer propaganda da marca internacional. "Esse direito é apenas do detentor da marca", diz.
Fonte: Valor Econômico
http://www.fenacon.org.br/pressclipping/noticiaexterna/ver_noticia_externa.php?xid=2246

Pequenas empresas, grandes ambições

As empresas de micro e pequeno porte legalmente constituídas no Brasil são o dínamo da nossa economia. Estudos disponibilizados pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) revelam sua força: em número total, elas somam 5,9 milhões, o equivalente a 97,5% do total de empresas estabelecidas no País. Respondem por 51% da força de trabalho urbana empregada no setor privado (o que significa nada menos que 13,2 milhões de empregos formais), 38 % da massa salarial e 20% do Produto Interno Bruto (PIB). Muitas dessas empresas, modestas em tamanho, mas não em ambição, concorrem com grandes conglomerados. Mas, para terem condições de competirem realmente, precisam se empenhar em reduzir custos, melhorar a produtividade e evitar perdas. Outras sabem que o fato de terem nascido pequenas não significa que precisem permanecer assim para sempre. E, desafiando as estatísticas menos animadoras - o SEBRAE estima que 27% das empresas brasileiras fechem as portas no primeiro ano de vida -, trabalham intensamente para se tornarem cada vez maiores e mais significativas nos seus respectivos segmentos. É a estas corajosas "empresas-davis", que não temem desafiar os Golias e lutam com muita fé e coragem, que as auditorias e consultorias especializadas podem ajudar de maneira mais significativa. Em primeiro lugar, as empresas de pequeno porte precisam se organizar para não se deixarem engolir pelos problemas contábeis e erros de gestão. O planejamento ineficiente que compromete o fluxo do trabalho, o descaso com o controle de estoques, a distração com a licença-paternidade de um funcionário, o não-recolhimento de um tributo... Basta um erro - um só! - para que os belos planos de um empreendedor se transformem em pesadelo, e as multas engulam a rentabilidade obtida em muitos meses de trabalho. Por meio de uma auditoria bem feita - mesmo de forma parcial, para testes de controles e procedimentos - a empresa tem acesso a informações precisas, transparentes e relevantes, que permitem corrigir erros, ajustar práticas contábeis e aprimorar processos. Além disso, o auditor detém conhecimentos não apenas teóricos, mas também práticos, que se acumularam ao longo do tempo graças justamente ao relacionamento com outras empresas. Por meio dessa bagagem, ele consegue sugerir caminhos e soluções para o empreendedor que precisa realizar grandes ou pequenas mudanças na gestão de seus negócios. As auditorias também ganharam importância para os empreendimentos de todos os portes a partir da sanção da Lei 11.638/07, que estabeleceu a necessidade de empresas consideradas de grande porte (faturamento acima de R$ 300 milhões/ano ou ativos acima de R$240 milhões) se adequarem às normas internacionais de contabilidade. Claro que uma empresa pequena não é candidata a negociar suas ações na Bolsa de Valores a partir do ano que vem. Mas essa realidade pode mudar, pois, na medida em que um negócio cresce, maiores são suas necessidades de capital para investir em expansão e aprimoramento. Como o mercado é o melhor ambiente para uma empresa se capitalizar sem ter de entrar na roda-viva dos empréstimos bancários, é possível que, dentro de alguns anos, a empresa modesta de hoje comece a negociar seus papéis na Bolsa. E esse processo será muito mais fácil e ágil se ela já estiver afinada com os padrões contábeis internacionais. Enfim, auditoria não é luxo, é necessidade. E as empresas brasileiras de menor porte devem estar atentas para as excelentes perspectivas que se desenham no horizonte para os próximos anos. * Eduardo Pocetti é sócio-diretor e CEO da BDO, quinta maior empresa do mundo nos segmentos de auditoria, tax e advisory
http://www.incorporativa.com.br/mostranews.php?id=2874

IFRS: CVM libera mais quatro determinações

por FinancialWeb
19/11/2009
Autarquia anunciou que tornará disponíveis ao mercado as CPC 38, 39 e 40 e a OCPC 03
SÃO PAULO - A Comissão de Valores Mobiliários anunciou nesta quinta-feira (19), a liberação dos Pronunciamentos Técnicos CPC 38, 39 e 40 e um ofício-circular sobre a orientação OCPC 03, emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC). Essas normas contábeis, que fazem parte da Agenda Conjunta CVM e CPC, dão continuidade ao processo de regulação de 2009 visando à convergência da contabilidade brasileira pelo padrão internacional IFRS, voltado às companhias abertas.

Os pronunciamentos tratam do reconhecimento e mensuração, da apresentação e da evidenciação de instrumentos financeiros. Já a Orientação Técnica OCPC 3 estabelece de maneira resumida como a entidade classifica seus instrumentos financeiros ativos e passivos, como os mensura, quando os reconhece no balanço patrimonial e como os divulga, dando também o tratamento relativo às suas mutações no resultado ou no patrimônio líquido.
Confira abaixo as características de cada deliberação:
CPC 38 – "Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração" disciplina o reconhecimento e a mensuração de operações realizadas com instrumentos financeiros, incluindo derivativos, e o procedimento aplicável ao reconhecimento contábil das operações de hedge. Nesse último são definidos, sob a ótica contábil, os limites para que uma operação de hedge possa ser considerada como de proteção efetiva, bem como a documentação necessária para sua comprovação.
CPC 39 – "Instrumentos Financeiros: Apresentação" define termos importantes a serem utilizados quando da leitura de normas que envolvam instrumentos financeiros, principalmente os CPC’s 38 e 40, tais como, ativo financeiro, passivo financeiro, instrumento patrimonial, valor justo e instrumento resgatável. Trata, ainda, de um aspecto relevante no sentido da prevalência da essência econômica sobre a forma jurídica, que é a determinação das circunstâncias que qualificam os instrumentos financeiros a serem reconhecidos como instrumentos de dívida ou patrimonial.
CPC 40 – "Instrumentos Financeiros: Evidenciação" estabelece as informações mínimas que devem ser divulgadas nas demonstrações contábeis que permita a seus usuários avaliar a significância do instrumento financeiro para a posição patrimonial/financeira e o desempenho da entidade. Além disso, determina divulgações que permitam a avaliação da natureza e extensão dos riscos a que a entidade está exposta num período de referência, resultante de instrumentos financeiros, e como a entidade administra esses riscos.
OCPC – 03 é produto da revisão e transformação do Pronunciamento CPC 14, editado para permitir a regulação de dispositivos da Lei 11.638/07 que tratam de transações com instrumentos financeiros, e que visava ser uma norma resumida e simplificada de suporte às companhias que não incorressem em transações financeiras sofisticadas. Nessa oportunidade, foram para ele convergidos partes dos IAS 32 e 39 consideradas como um conjunto mínimo de procedimentos essenciais para regulamentação das determinações prescritas na Lei 11.638/07 sobre reconhecimento, mensuração e evidenciação de instrumentos financeiros. À época, é conveniente lembrar, a agenda conjunta CVM/CPC previa a normatização de instrumentos financeiros em duas fases: a primeira, que culminou na emissão do CPC 14 e a segunda, agora, com a edição dos CPC’s 38,39 e 40, que convergem integralmente aos seus pares emitidos pelo IASB. Dessa forma, considerou-se que a manutenção do CPC 14 representaria uma duplicidade desnecessária e, por outro lado, que sua revogação significaria uma perda devido a sua característica sintética e objetiva. Por conta disso, decidiu-se pela sua manutenção, transformando-o numa Orientação de forma a servir de guia no reconhecimento, mensuração e divulgação de transações com instrumentos financeiros para as companhias que não incorram em transações sofisticadas com os referidos instrumentos. Destaque-se que, na hipótese de ocorrência de divergências interpretativas entre a OCPC – 03 e os Pronunciamentos CPC 38, 39 e 40, prevalecem as determinações contidas nesses últimos.

http://www.financialweb.com.br/noticias/index.asp?cod=62853

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Financeiro e carreira: do topo, a queda é maior

por Adriele Marchesini Financial Report
19/11/2009
Como se atualizar profissionalmente em um ambiente de alta competitividade
O topo. Objetivo de todo escalador, que enfrenta as adversidades de uma trajetória íngreme e recheada de percalços ao longo do caminho. Quando o alpinista, enfim, se apoia na última pedra com o braço esquerdo, e com o direito dá o impulso para atingir o pico da montanha — acreditando ter chegado ao fim de sua jornada — depara-se com uma cena paradoxal: uma vista estonteante, mas um espaço pequeno para ficar de pé, impossível para sentar ou relaxar. O vento, a esta altura, é muito mais forte. E quanto mais alto o aventureiro fica, proporcionalmente maior é a queda.
É em um ambiente inconstante como este no qual profissionais da ponta da pirâmide se equilibram todos os dias: são diretores e vice--presidentes com uma alta carga de responsabilidade nas costas e responsáveis por um cargo almejado por diversos concorrentes de dentro e fora da empresa. E mais do que nunca esses executivos precisam de atualização constante, com o objetivo não apenas de galgar mais uns degraus na ascensão profissional, mas para manter a posição conquistada após anos de investimento pessoal. A substituição desses colaboradores é real e indiscutível. De acordo com pesquisa realizada pelo portal de recrutamento Catho Online, empresa de consultoria em Recursos Humanos, a substituição entre diretores e vice-presidentes foi consideravelmente acima da média no biênio 2008-2009: enquanto que no geral 22% das empresas fizeram contratações nesta situação, a proporção entre as posições citadas ficou em, respectivamente, 32% e 50% — as maiores por divisão de cargo. No caso de gerente, a fatia fica em 31,1%, ao passo que a categoria coordenadores, supervisores e chefes apresenta 26,9%. Conforme especialistas, a troca de profissionais, principalmente no início de 2009, ocorreu como o fim de uma euforia: com o aquecimento do mercado financeiro nos anos anteriores, muitos executivos da área foram contratados com base não em sua experiência, mas no potencial. O resultado: parte não se mostrou adequada por conta dos desafios enfrentados com a quebra dos mercados. Agora, companhias aprenderam a lição e, apesar de, vez ou outra, ainda procurarem colaboradores com crescimento futuro potencial, não se focam somente neste perfil.“O mercado de trabalho ficou mais dinâmico. O fato é que existem poucos profissionais de finanças no Brasil. E esses ‘poucos bons’ se destacam”, avaliou Luiz Mariano, headhunter especializado em profissionais financeiros da Michael Page. Sem abrir números, o profissional explicou que, por conta dos efeitos do colapso financeiro global, a procura por profissionais de alto nível desaqueceu, ao passo que o número de desempregados aumentou. E uma vez sem posições no mercado, o poder de barganha salarial cai em torno de 20%. Por conta das recentes experiências, conforme Mariano, as companhias buscam profissionais que garantam a sustentabilidade dos negócios no longo prazo: daí a necessidade maior de foco nos controles internos. “Uma das coisas mais solicitadas é um mix entre experiência, energia e capacidade de interagir com as demais áreas. O diretor financeiro hoje, para ser uma pessoa de destaque na companhia, precisa ser uma pessoa que não fique apenas gerenciando as rotinas de back office, mas que zele pela saúde financeira das propostas e dos negócios”, contou. E o salário, que beira os R$ 45 mil ao mês, conforme pesquisa da Robert Half (ver quadro na página anterior), também, no mínimo, chama a atenção da concorrência.E se engana quem pensa que o processo de contratação e tempo que se leva para encontrar um profissional adequado é maior em altos níveis de gerência do que em graus mais baixos. O mesmo levantamento da Catho Online aponta que do estudo realizado em 2007 para o mais atual, em todos os níveis hierárquicos o processo não dura mais do que três semanas. No caso de presidente e gerente geral, esse período caiu de 3,4 semanas para 2,8 semanas no intervalo de tempo. Para vice-presidentes foi de 3,1 semanas para 2,4 semanas. Enfim, para diretores, caiu de 3,4 semanas para 2,9 semanas. Em outras palavras: muitos são indispensáveis, mas ninguém é insubstituível.
De volta à sala de aula “A pessoa não pode ficar na zona de conforto. O financeiro, principalmente, tem que pensar em sua carreira como um todo. Normalmente, fica focado no controle e no custo, sem circular dentro da organização. Acontece que, circulando, ele pode descobrir áreas com potencial desperdício de recursos”, lembrou Adriana Fellipelli, psicóloga e diretora geral da Fellipelli Instrumentos de Diagnóstico e Desenvolvimento Empresarial. Out off the records, comenta-se que, quanto maior o cargo do profissional, mais complicado fica a volta para a sala de aula. O motivo: dividindo o ambiente com pares, executivos têm um certo receio de demonstrar não saber sobre um assunto. Para não “fazer feio” diante de profissionais com nível tão alto quanto o seu, o aproveitamento é menor. “Vejo o profissional mais experiente buscando uma adaptação com dificuldade, inclusive pela base que eles têm. É complicado para alguém perto dos 40, 50 anos, em um banco escolar e estar aberto às sugestões. Ele vem cheio de vícios e enferrujado”, comentou o professor da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Autuariais e Financeiras (Fipecafi) e presidente do Instituto Assaf, Alexandre Assaf.On the records, a questão é outra: em um mundo cheio de informações, como deve ser feita a atualização de um profissional de alto nível? “Fora da organização seria escolher uma ou duas áreas para atualização. Para isso, é preciso que ele avalie quais são os gaps de conhecimento em algumas áreas específicas. É preciso que ele priorize blogs de formadores de opiniões, por exemplo, livros mais relevantes...”, aconselhou Adriana. Assaf é mais categórico: o executivo que quiser manter seu cargo precisa de, ao menos, uma atualização administrativa a cada cinco anos — isso sem contar os cursos de menor duração. “Atualmente exige-se uma reciclagem muito grande. O diploma de um curso superior não é válido por muito tempo, como ocorria há anos”, comentou. Para o profissional financeiro, o problema é ainda mais latente: além das análises formal, normativa e legal, são verificadas alterações na legislação contábil – trazidas pelo ajuste das normas brasileiras ao modelo contábil do IFRS. E com a quebra dos mercados, mais uma qualidade ficou em evidência: capacidade para gerar riscos. “Crise é o melhor momento para se colocar no mercado. A oportunidade é única para rever suas limitações”, considerou Assaf. No mesmo passo em que aumenta a concorrência, cresce a procura da alta gerência por especialização. Juntas, duas instituições de ensino para executivos consideradas como ícones na região Sudeste do País especializam, anualmente, milhares de diretores, gerentes e vice-presidentes. De acordo com coordenadores de cursos de duas principais instituição de formação de executivos, Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper - antigo Ibmec) e Fundação Dom Cabral, é comum que, em períodos de crise, aumente a procura por disciplinas específicas.No Insper, essa nova demanda gerou dois diferentes cursos: Recuperação de Empresas em Épocas de Crise – cujo nome é autoexplicativo – e Cross-Borders Mergers and Acquisitions: Getting them right, feito em parceria com a Business School, de Madri. Este é destinado a profissionais que planejam, negociam e executam fusões e aquisições, e que estão envolvidos em operações complexas de finanças corporativas. De curta duração, a intenção não é substituir o Master in Business Administration.
“Abrimos cem vagas de MBA por trimestre, mas não nos sentimos obrigados a preencher todas. Fazemos uma seleção dos candidatos, que precisam ter um mínimo de preparo para participar do curso”, contou o coordenador geral de programas de MBA do Insper, Silvio Laban. São 400 alunos graduados nos MBAs Executivo e Executivo de Finanças anualmente. A média de idade varia entre 32 e 35 anos. “Normalmente são profissionais que ocupam posições de alto nível ou vieram de outras áreas, que não administração e economia, e necessitam de reciclagem geral de managment”, contou. Mas a simples matrícula em um curso não resolve os problemas. “É preciso ter disponibilidade de tempo e dedicação ao programa, que é sério e rigoroso. Apesar de ser um desafio, olhando da ótica pessoal, é mandatório. Cabe a cada um tomar as rédeas de sua carreira e fazer as opções e sacrifícios necessários para se tornar melhor profissional e indivíduo, que faça diferença”. Responsáveis pela Fundação Dom Cabral, instituição de ensino pela qual passaram 23 mil executivos em 2008, consideram que em momentos de crise, é mais comum a migração de profissionais para programas de formação. No que diz respeito à educação executiva, há uma busca considerada como natural por programas customizados, voltados especificamente para as necessidades da empresa, com “foco em eficiência, melhoria de processos e liderança”, comentou Dalton Sardenberg, diretor da FDC. A média de idade para o MBA Executivo é de 38 anos, sendo gestores com no mínimo cinco anos de experiência. “Percebemos é uma diminuição gradativa na idade dos executivos que ocupam posições no topo. Por exemplo, o nosso Programa de Gestão Avançada de 2009 voltado a presidentes, vice-presidentes e diretores corporativos tinha 50% de participantes com até 45 anos”, contou.Conforme Sardenberg, os executivos hoje chegam muito mais preparados que no passado. “Percebemos uma preocupação crescente quanto ao equilíbrio da vida profissional e pessoal”, completou Sardenberg.A administração de tudo isso se faz necessária, apesar de não ser algo fácil. “Não importa se a pessoa está no topo. Para ela continuar ‘estando no topo’, precisa se atualizar, porque existe um séquito de pessoas atrás querendo estar em sua posição. No momento em que ela para de agregar valor, pode ser destituída por um custo ainda menor”, completou Adriana, da Fellipelli. Muito mais do que se dispor a voltar ao ambiente de ensino para uma atualização profissional, o financeiro precisa enfrentar um grande desafio: assumir, para si e para os outros, que não tem resposta para tudo.

http://www.financialweb.com.br/noticias/index.asp?cod=62817&utm_source=newsletter_20091119&utm_medium=email&utm_content=Financeiro%20e%20carreira:%20do%20topo,%20a%20queda%20é%20maior&utm_campaign=FinancialWebNewsletter

Governo anuncia cobrança de IOF em ações no exterior

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quarta-feira a cobrança de 1,5% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre as operações com papéis de empresas brasileiras no exterior.


Nessas operações são emitidos de recibos de ações (Depositary Receipts) das empresas em bolsas no exterior.
Segundo Mantega, a medida tem como objetivo “corrigir a tributação” e evitar que investidores adquiram ações no exterior e não no Brasil como forma de escapar da tributação de 2% sobre a entrada de capital estrangeiro no país – cobrança instituída há um mês pelo governo brasileiro.
“Para escapar da tributação de 2% do IOF, os investidores não residentes passaram a adquirir DRs no exterior, ao invés de adquirir ações diretamente no Brasil. Esta prática impõe ônus à liquidez da bolsa doméstica em relação às bolsas estrangeiras”, disse Mantega em comunicado.
Segundo a nota divulgada pelo ministério, a medida entrará em vigor a partir desta quinta-feira.

Câmbio
Em outubro, o governo instituiu a cobrança do IOF sobre capital estrangeiro numa tentativa de conter a valorização do real frente à moeda americana, que já acumulava alta de 25% neste ano.
Na visão do governo, havia um “excesso” de dólares no país, sobretudo em investimentos de curto prazo – bolsa de valores e papéis do governo.
Esse fluxo, segundo Mantega, contribui para a valorização do real, prejudicando os exportadores, que não são remunerados em dólar.
Segundo Mantega, a volatilidade do câmbio “se atenuou” depois da medida.
Na ocasião, o ministro já havia anunciado que não havia impedimentos para que o governo pensasse em medidas adicionais e complementares com relação ao mercado de câmbio.
A cobrança do IOF sobre ações de empresas brasileiras no exterior é vista como uma medida adicional do governo para tentar segurar a cotação do dólar, que fechou em R$1,71 nesta quarta-feira.

Fonte: BBC Brasil

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/11/091118_iof_vale_topico.shtml

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