Apresentação

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domingo, 8 de outubro de 2017

Artigo: IFRS, sincronicidade e crise financeira_ a dinâmica da informação contábil para o mercado de capitais brasileiro.

                   تلاش‌های خرد و کلان سازمان بورس در راستای پیاده سازی استانداردهای IFRS
O objetivo deste estudo é investigar os níveis de sincronicidade das ações negociadas no mercado à vista da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&FBOVESPA) no que se refere ao processo de convergência para as normas contábeis do International Financial Reporting Standards (IFRS) no Brasil. O termo sincronicidade diz respeito à magnitude em que informações específicas da empresa e de mercado estão refletidas nos preços das ações. Quanto mais os preços das ações refletirem as informações específicas das empresas, em detrimento das informações de mercado, maior tende a ser o conteúdo informacional desses preços em representar o valor econômico de uma determinada empresa. Para essa investigação, coletaram-se informações de empresas e ações, excetuando-se as informações do setor financeiro, no período de 2005 a 2015. Os dados foram analisados por meio de regressões em corte transversal e em painel. Os resultados apontaram redução nos níveis de sincronicidade das ações no período que compreende a adoção integral das normas contábeis do IFRS no Brasil, a partir de 2010. Para o período de 2008 a 2009, que compreende a adoção parcial do IFRS, não foram encontrados resultados estatisticamente significativos para os níveis de sincronicidade das ações. Contudo, em períodos de crise financeira, houve indícios de redução da relevância da informação contábil, mesmo ela advindo de padrões internacionais de contabilidade. Os resultados obtidos para o cenário brasileiro não corroboram a ideia de que a adoção das IFRS provoca, necessariamente, aumento do conteúdo informacional das demonstrações contábeis e, por conseguinte, reflexo de informações relevantes nos preços das ações.

Autores:

Veja
http://www.scielo.br/pdf/rcf/v28n75/pt_1808-057X-rcf-1808-057x201704450.pdf

Editorial: Pesquisa em História da Contabilidade: Escopo, Tópicos e Agenda

                      
Pesquisa em História da Contabilidade: Escopo, Tópicos e Agenda

Salvador Carmona1 
1IE University, IE Business School, Madrid, Spain Email: salvador.carmona@ie.edu

1. DANDO VIDA À PESQUISA: INSTITUIÇÕES

Desde a década de 1970, a história da contabilidade tem construído uma considerável infraestrutura de pesquisa (por exemplo, congressos, periódicos e associações) que proporciona apoio ao networking, bem como à disseminação de estudos nessa área. Este editorial analisa as tendências da pesquisa em história da contabilidade e sugere quatro áreas: (i) novas configurações e períodos de observação; (ii) contabilidade em povos indígenas; (iii) gênero; e (iv) contabilidade e Estado se comprometem aprimorar o conhecimento em contabilidade.
Em 1970, Ernest Stevelinck organizou em Bruxelas o primeiro Congresso Mundial de Historiadores da Contabilidade, que sinalizou o despertar da pesquisa em história da contabilidade como disciplina acadêmica. Os congressos mundiais inculcaram nos historiadores da contabilidade a prática de receber feedback de alta qualidade acerca de seus estudos antes de submeter seus trabalhos a um periódico ou seus livros a uma editora. Em 1973, Gary J. Previts liderou a fundação da Academia de Historiadores da Contabilidade. Para os historiadores da contabilidade, a Academia tornou-se uma referência em networking, bem como na divulgação da pesquisa. Assim, a Academia lançou o primeiro periódico especializado na área, The Accounting Historians Journal(AHJ), em 1974.
A partir dessas bases institucionais (por exemplo, congresso, organização acadêmica, periódico acadêmico), a pesquisa em história da contabilidade já não era mais praticada por poucos estudiosos de alto nível, como Basil Yamey e suas contribuições com o papel desempenhado pela contabilidade no surgimento do capitalismo (Yamey, 1949, 1964), ou David Solomons, e sua influente obra sobre práticas avançadas de custeio no final do século XIX (Solomons, 1952). Em vez disso, essa infraestrutura acadêmica impulsionou a visibilidade da pesquisa em história da contabilidade e suscitou o interesse em um número cada vez maior de estudiosos, que se estabeleceram em vários países desenvolvidos.
Em geral, a pesquisa se concentrou no exame das origens da contabilidade e do método das partidas dobradas. Stevelinck e coautores abordaram a contabilidade na Antiguidade (Stevelinck & Most, 1985) e os aspectos biográficos e artísticos da figura de Pacioli (Stevelinck, 1986, 1994). Ademais, estudos que examinam as origens do método das partidas dobradas enfocaram contextos mais amplos que testemunharam a publicação da Summa de Pacioli, bem como seus fundamentos técnicos (Williams, 1978; Antinori, 1994; Hernández Esteve, 1994). Esse fluxo de pesquisas também proporcionou contribuições importantes para o início da disseminação do método das partidas dobradas em diversas indústrias - p. ex., o setor público espanhol (Hernández Esteve, 1986); venda de metais preciosos (Donoso Anes, 1994). Além disso, os historiadores da contabilidade realizaram estudos importantes sobre aspectos biográficos - p. ex., Federigo Melis (ver Garner, 1976); contribuições britânicas (ver Parker & Yamey, 1994) -, bem como sobre o papel desempenhado pelos educadores em contabilidade (Zeff, 1999, 2000). Por outro lado, estudos sobre as origens e os fundamentos da contabilidade não negligenciaram as práticas da contabilidade de custos; Wells (1977) examinou o desenvolvimento da contabilidade de custos e Hallbauer (1978) analisou a relação da contabilidade de custos com outras disciplinas (p. ex., gerenciamento científico). Por fim, a pesquisa histórica também abordou como as indústrias de ponta contribuíram com o desenvolvimento de práticas contábeis inovadoras - p. ex., ferrovias (Boockholdt, 1978; Previts & Samson, 2000).
Em geral, a pesquisa em história da contabilidade se concentrou em tópicos como as origens do método das partidas dobradas, o papel da contabilidade no surgimento do capitalismo, a biografia, o surgimento e a evolução das práticas da contabilidade de custos e como algumas indústrias contribuíram para o desenvolvimento das práticas e da teoria da contabilidade. Para tanto, a pesquisa histórica baseou-se em fontes primárias ou secundárias para enfocar a descrição de eventos históricos e houve poucas tentativas para envolver evidências históricas em um quadro teórico e informativo. Por fim, vale observar o perfil internacional da pesquisa em história da contabilidade, em especial considerando a estrutura de comunicação e logística desse período; desde sua fundação, o AHJ publicou artigos que abordam práticas contábeis em uma variedade de configurações internacionais (p. ex., Grécia, Índia, Itália, Japão).

2. GANHANDO IMPULSO

O rigor e a importância da pesquisa em história da contabilidade receberam aprovação significativa de estudiosos bem estabelecidos. Em um contexto no qual os EUA estavam perdendo sua supremacia industrial para o Japão, a contabilidade gerencial testemunhou um debate aprofundado sobre a relevância dos dados de custos para a avaliação do desempenho e a tomada de decisões gerenciais (Kaplan, 1983). Foi argumentado que os princípios contabilísticos financeiros anularam as práticas da contabilidade de custos nas empresas, que se inclinava a metas de relatórios, em vez de proporcionar gerenciamento com dados relevantes para fins de tomada de decisão e controle. No contexto desse debate, Johnson e Kaplan (1986) adotaram uma perspectiva histórica de apoio à “relevância” dos dados de custos; os autores sugerem que a implementação dos sistemas iniciais da contabilidade de custos que ocorreram durante a Revolução Industrial britânica foi motivada por fins de eficiência; a crescente concorrência reduziu as margens de lucro das empresas e elas tiveram de implementar sistemas de cálculo de custos com vistas à melhoria da eficiência. Sob uma perspectiva diferente, Hopwood (1987) examinou os processos de mudança contábil e a necessidade de aprender mais sobre as condições prévias dessa mudança. O autor sugere que a pesquisa em mudanças contábeis deve ser incorporada em seus contextos sociais mais amplos e que as contribuições para a teorização da contabilidade exigem o envolvimento em estruturas teóricas (p. ex., Foucault, 1972, 1977; Giddens, 1984). Hopwood (1987) também adotou uma perspectiva histórica e baseou-se no quadro de poder/conhecimento de Foucault para enfatizar o papel da contabilidade como um instrumento de controle a distância, uma abordagem que foi aplicada nas prisões e beneficiada pelo design arquitetônico (p. ex., o pan-óptico de Bentham).
Os apelos de Kaplan e Hopwood para uma abordagem histórica para a relevância dos dados de custos e o exame dos processos de mudança contábil influenciaram significativamente a agenda de pesquisa. Além disso, tais apelos aumentaram a visibilidade e o impacto da contínua pesquisa histórica. Fleischman e Parker (1991) examinaram dados da contabilidade de custos das empresas que operavam durante a Revolução Industrial britânica e identificaram quatro áreas principais de atividade: (i) técnicas de controle de custos; (ii) contabilização de despesas gerais; (iii) custeio para a tomada de decisão de rotina e especial; e (iv) cálculo de custos padrão. Por outro lado, e adotando uma abordagem sociológica para examinar eventos históricos, Hoskin e Macve (1986, 1988) analisaram as histórias publicadas dos arsenais e nas ferrovias dos EUA para abordar a gênese do novo gerencialismo. Os autores rastrearam a implementação de um rigoroso sistema de responsabilidade humana nessas indústrias para influenciar os graduados da Academia Militar dos EUA, uma instituição educacional de elite, que era bem avançada com elementos de poder disciplinar, como o pan-óptico, que se refere ao ponto ou posição central de onde se tem uma visão periférica.
Assim, houve duas abordagens para realizar pesquisa em história da contabilidade, que se concentraram nos aspectos técnicos e econômicos dos sistemas contábeis ou nos aspectos sociológicos. Tais abordagens foram examinadas por Ezzamel, Hoskin e Macve (1990), em sua revisão de Relevance Lost, de Johnson e Kaplan. Nesse sentido, Miller, Hopper e Laughlin (1991) comentaram a pesquisa em história da contabilidade realizada durante a década de 1980 e identificaram duas vertentes, que rotularam como história da contabilidade tradicional e nova, respectivamente. Napier (2009), em sua ampla revisão da pesquisa em história da contabilidade, apoiou a classificação de Miller e coautores da história contábil tradicional e nova, mas propôs uma terminologia menos presunçosa: contabilidade histórica e contabilidade sócio-histórica. A primeira aborda os aspectos técnicos do ofício contábil, ao passo que a segunda tenta envolver evidências históricas em estruturas sociológicas e gerenciais. Em relação à categorização sócio-histórica, houve dois principais fluxos de pesquisa: marxista (Bryer, 2005) e foucaultiana (Carmona, Ezzamel, & Gutiérrez, 1997, 2002). Em geral, a distinção entre a perspectiva de história da contabilidade tradicional/nova e a nova/sócio-histórica mostra-se intelectualmente válida, mas não necessariamente contraditória. Como demonstrado pela evidência histórica oferecida por Carmona, Ezzamel and Gutiérrez (2004), uma integração de ambas as abordagens é viável e isso pode aumentar a força da pesquisa em história da contabilidade.
A pesquisa em história da contabilidade continuou crescendo ao longo das últimas décadas. Do ponto de vista institucional, foram criados dois periódicos especializados internacionais: Accounting, Business and Financial History, fundado por Dick Edwards e Trevor Boyns, que mudou seu nome para Accounting History Review, e depois foi editado por Steve Walker e Cheryl McWatters; e Accounting History, que foi fundada e editada por Garry Carnegie com coeditores. Além disso, alguns periódicos especializados foram publicados em algumas jurisdições (p. ex., na Espanha: De Computis, fundado por Esteban Hernández Esteve e atualmente editado por Fernando Gutiérrez Hidalgo). Além disso, um número cada vez maior de oficinas e conferências especializadas sobre história da contabilidade sinalizou que essa infraestrutura acadêmica de alto perfil levou a pesquisa em história da contabilidade a ganhar impulso (ver Napier, 2006, 2009).

3. DESAFIOS E OPORTUNIDADES: AGENDA DE PESQUISA

A evolução da história da contabilidade oferece algumas oportunidades para futuras pesquisas nessa área. Na minha opinião, as investigações que abordam (i) configurações e períodos de observação que são amplamente negligenciados pela pesquisa existente, (ii) contabilidade em povos indígenas, (iii) gênero, e (iv) contabilidade e Estado se comprometem a contribuir com as categorizações da pesquisa em história da contabilidade observada acima (p. ex., história da contabilidade/contabilidade sócio-histórica).
3.1 Tempo-espaço
A pesquisa em história da contabilidade ainda é dominada por uma interseção espaço-tempo bastante tênue, ou seja, países anglófonos e o período de observação 1850-1945 (Carmona, 2006; Walker, 2006, 2009). Parafraseando Scott (1995), pode ser difícil, se não impossível, aprimorar o conhecimento em nossa disciplina se todos os nossos casos fossem retirados dos mesmos, ou muito semelhantes, contextos. Portanto, a pesquisa em história da contabilidade baseada em jurisdições que foram amplamente negligenciadas por artigos publicados em periódicos generalistas e especializados comprometeu-se a contribuir com a disciplina. Essas investigações oferecem novas evidências e teorias em contabilidade. Embora a história da contabilidade esteja aprimorando seu perfil internacional diante da situação descrita por Carnegie e Potter (2000) e Carmona (2004), novas pesquisas que abordam outras configurações (p. ex., América Latina, África) e diversos períodos de tempo (p. ex., História do Tempo Presente, Idade Média, Renascimento) pode aprimorar o perfil da disciplina. Por exemplo, estudos que exploram esse novo espaço-tempo podem abordar o papel da contabilidade na escravidão e no contrabando (p. ex., América Latina do século XVIII - ver Carmona, Donoso, & Reckers, 2013; Pinto & West, 2017).
3.2 Povos indígenas
Ainda temos muito a aprender sobre práticas contábeis e organizacionais dos povos indígenas (para uma obra abrangente, ver Greer & Neu, 2009). Esse fluxo de pesquisa afirma que a história tradicionalmente se concentrou nos registros e nas histórias dos vencedores, portanto, não se sabe muito sobre os povos que foram colonizados, derrotados ou até sofreram genocídio por parte de nações avançadas. Esse fluxo surgiu após a obra seminal de Brown (1970) sobre os nativos norte-americanos no oeste dos EUA no final do século XIX. Como sugerido por Sy e Tinker (2005), examinar práticas contábeis e organizacionais entre tribos e pessoas não ocidentais pode trazer dificuldades relativas a evidências de apoio, em especial se abordadas sob uma perspectiva tradicional, ocidental (p. ex., registros escritos). No entanto, há necessidade de ser otimista quanto a isso: documentos em periódicos generalistas e especializados mostram que os editores são flexíveis em relação a pesquisas apoiadas em fontes contábeis não convencionais (p. ex., história oral), e esse tipo de estudo pode aumentar o crescimento da disciplina. Por exemplo, Annisette (2006) se concentrou na África pré-colonial para examinar a antiga prática iorubá e como tal prática pode aprimorar o conhecimento sobre o “verdadeiramente desconhecido”.
3.3 Gênero
Há um fluxo de pesquisa escasso, mas crescente, que examina a relação entre contabilidade e gênero. Como fazer o gênero é de fato um conceito cultural, há oportunidade para que os historiadores da contabilidade façam uma significativa contribuição a essa área. Para tanto, a relação entre contabilidade e espaço de gênero (p. ex., doméstico, local de trabalho) oferece excelentes oportunidades de pesquisa. Além disso, a pesquisa existente apresenta conhecimento aprimorado nessa área: Walker (1998) examinou o papel da contabilidade no cotidiano dos lares britânicos durante o século XIX e constatou que as técnicas contábeis foram completamente implementadas na família de classe média. Vale ressaltar que a contabilidade foi utilizada como instrumento de dominação dos homens, restringindo o consumo das mulheres e limitando a vida das mulheres aos papéis domésticos. Carmona, Ezzamel e Mogotocoro (no prelo) examinaram a relação entre gênero, estilos de gestão e formas do capital em Cartagena das Índias (atual Colômbia) durante o século XVIII e descobriram que os estilos de gestão estereotipados foram desdobrados seletivamente, o que incluiu um estilo de gestão masculino que embasou a tomada de decisões financeiras e as transações comerciais, ao passo que um estilo de gestão feminino ajudou a aumentar o capital social. Quanto à relação entre a contabilidade e o local de trabalho de gênero, Carmona e Ezzamel (2016) sugeriram três áreas principais de pesquisa: (i) como o olhar humano produz divisões de gênero no local de trabalho; (ii) como a contabilidade funciona como um olhar e produz divisões de gênero no local de trabalho, observando o alcance da resistência; e (iii) como as tecnologias de contabilidade de gênero reafirmam as divisões de gênero existentes.
3.4 Contabilidade e Estado
O papel do Estado nas atividades sociais e econômicas variou em países e regiões e a contabilidade não desempenhou um papel neutro na estrutura e organização dos Estados (Miller, 1990). Em algumas jurisdições (p. ex., Veneza do século XVI - ver Zan, 2004), o Estado exerceu rígido controle sobre a economia e aplicou sofisticados processos de trabalho e controle por meio de recursos gerenciais e de controle. Em outros círculos (p. ex., América Latina do século XVIII), o Estado se tornou um fornecedor de mão de obra por meio do comércio de escravos, que constituía um negócio lucrativo, mas também um pretexto para o contrabando (Carmona, Donoso, & Walker, 2010). No século XVIII, o fornecimento de escravos às colônias espanholas na América Latina foi terceirizado para a Grã-Bretanha e a contabilidade se tornou fundamental nas relações internacionais entre esses Estados (p. ex., guerras).

4. OBSERVAÇÕES FINAIS

A pesquisa em história da contabilidade oferece excelentes oportunidades para desenvolver o conhecimento empírico sobre o funcionamento dos sistemas contábeis, bem como para aprimorar a teorização contábil. Desde a década de 1970, a história da contabilidade construiu uma infraestrutura de pesquisa considerável (p. ex., congressos, periódicos e associações) que apoia a disseminação tanto de networking como de pesquisa na área. Este editorial sugere que a pesquisa histórica focada em quatro áreas comprometa-se a aprimorar o conhecimento em contabilidade. No entanto, tais áreas não devem ser consideradas de modo restritivo, já que muitas outras decerto contribuirão com a pesquisa em história da contabilidade. De modo relevante, estudiosos jovens, em ascensão e em topo de carreira que se dediquem a estudos iniciais nessa área podem desejar adotar um ponto de vista ambicioso em suas investigações; eles podem apostar alto tanto em evidências históricas e contribuições teóricas. Tal abordagem aumentará suas possibilidades de publicar artigos nas principais instâncias, naquelas que se encontram no topo da cadeia.

REFERENCES

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http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-70772017000300321&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Artigo: Satisfação de Discentes no Curso de Ciências Contábeis em Universidades Públicas

                        
A insatisfação discente na universidade é prejudicial para todos, visto que a satisfação só contribui de maneira positiva para a Instituição de Ensino Superior, a ele mesmo e à sociedade em geral. Assim, esta pesquisa tem como objetivo verificar a satisfação dos alunos de Ciências Contábeis, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), com o curso e com a universidade. A pesquisa é classificada como qualitativa; quanto à natureza do objetivo, classifica-se como descritiva. Como procedimentos técnicos, utilizou-se o levantamento (survey) por meio de questionário. A amostra resultou em 298 respondentes: 162 ingressantes e 136 concluintes. A maioria é do gênero feminino, de 17 a 20 anos de idade entre os ingressantes, e de 21 a 25 anos entre os concluintes. Dentre os aspectos relevantes para os alunos ingressantes, encontram-se a infraestrutura do curso e da universidade, a qualificação e didática do corpo docente, bem como a grade curricular voltada ao mercado de trabalho. A maioria dos alunos está satisfeita com a infraestrutura da universidade e do curso, qualificação e didática do corpo docente. Os aspectos positivos, apontados por unanimidade nas três universidades, são o amplo mercado de trabalho que o curso proporciona e a qualificação do corpo docente. Dentre os aspectos negativos apontados, o mais citado é a adequação da grade curricular. No geral, a maioria dos alunos considera-se satisfeita com o curso escolhido e com a universidade.

Autores:
Mariana Schmitt Richartz,
Sandra Rolim Ensslin,
Sandra Mara Iesbik Valmorbida,
Thuine Lopes Cardoso

Veja:
http://www.atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/ufrj/article/view/3124/2455


Artigo: O Complexo de Vira-Lata no Discurso Acadêmico Brasileiro sobre as IFRS

                       
O objetivo deste estudo é identificar a presença do estrangeirismo na ordem do discurso acadêmico brasileiro sobre as Normas Internacionais de Relato Financeiro (International Financial Reporting Standards – IFRS). Para tanto, 29 artigos acadêmicos de autores brasileiros sobre as IFRS são analisados, enfocando a representação do contexto contábil nacional em face a contextos estrangeiros. A análise emprega conceitos da teoria pós-colonial, tais como colonialidade e subalternidade, recorrendo à figura do complexo de vira-lata, termo criado pelo jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues para designar um sentimento de autonegação e de valorização do que vem de fora, que seria característico dos brasileiros. As análises indicam uma alta pervasividade do estrangeirismo: em 13 dos 18 artigos nos quais são feitas descrições e comparações entre o contexto contábil brasileiro e contextos estrangeiros, o complexo de vira-lata se manifesta através de escolhas lexicais que caracterizam a adoção das IFRS como evidência de progresso, da descrição da tradição do direito civil (code law) como uma fraqueza, e da representação do sistema contábil brasileiro como inferior a estrangeiros baseada em modelos classificatórios desenvolvidos em países anglo-saxões. Dada a interligação entre o campo acadêmico e o campo profissional na contabilidade brasileira, tais resultados sugerem haver um elemento relevante de colonialidade na consolidação e legitimação das IFRS no Brasil.

Autor:
Paulo Frederico Homero Junior


Veja:
http://www.atena.org.br/revista/ojs-2.2.3-06/index.php/ufrj/article/view/3122/2453

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Artigo: IMPULSORES DEL ÉXITO ESTRATEGICO EN AMBIENTE DE CRISIS

                      
O ambiente em que as empresas atuam é sujeito a variações, algumas provocadas pelo movimento natural dos competidores e de outras decorrentes da conjuntura política-econômica do país essas variações afetam o desempenho das empresas e determinam como elas devem se ajustar para superar as dificuldades. Esta pesquisa procurou respostas que expliquem por que certas empresas conseguem conviver com um ambiente turbulento e alcançam um bom desempenho enquanto outras não chegam ao resultado esperado. Como objetivos, procurou conhecer quais cursos de ação estratégica (direcionadores ou drives) foram escolhidos e utilizados pelas empresas que superaram as diversidades, como estes drives se relacionam e se é possível reduzir o número de drives a um conjunto menor sem perder qualidade na avaliação. Para obter as respostas, foram realizados dois tipos de pesquisas, cobrindo empresas estabelecidas no estado do Maranhão no Brasil: a) pesquisa qualitativa, representada pelo estudo múltiplo de casos com dezesseis empresas abrigadas em quatro grupos empresariais; b) pesquisa quantitativa relacionada por meio de questionários aplicados em uma amostra de 108 empresas os drives foram selecionados a partir da literatura consultada relativa a pesquisa realizada por outros autores em diferentes países e foram organizados em duas dimensões: drives internos, em linha com Visão Baseada em Recursos, e drives externos, relacionada a Teoria dos Stakeholders. A pesquisa qualitativa foi realizada a partir de entrevistas com gestores do primeiro e segundo escalão das empresas do estudo múltiplo de caso, análise de documentos internos e observação do pesquisador e revelou que as empresas sofrem pressão da Legislação do Mercado/Cliente e da Competição. Essa pressão gera as contingências ou variações que obrigam ao ajuste estratégico. Somente as empresas conseguem interagir com a Rede de Relacionamentos, representada por fornecedor, vendedores, prestadores de serviço, agente financeiro entre outros, conseguem captar informações que são compartilhadas internamente por meio de Aprendizado Coletivo e gerar ajustes estratégicos capazes de prepará-las para turbulências. Os ajustes são feitos por meio de adequação da Tecnologia,  Inovação e Diversificação e requerem o apoio da alta gestão para que se transformem em planos executáveis. Como resultado final, esses planos e levam a qualidade percebida pelos clientes e garante a vantagem competitiva que leva ao êxito estratégico. As respostas obtidas na pesquisa qualitativa foram submetidas a Análise Fatorial e Equações Estruturais em que ficou Evidente a elevada correlação entre os drives. Foi confirmada a fiabilidade dos questionários por meio do Alfa Cronbach (0,868), ANOVA (sig = 0,000) e T ao quadrado de Hotelling (sig = 0,000). O teste que não vou e de esfericidade de Bartlett indique o elevado poder de explicação dos fatores e variáveis, não sendo necessário reduzir o número de fatores ou exclui qualquer um dos drives, ainda que eles possam ter baixa correlação entre si. A avaliação do modelo por meio de equações estruturais evidenciou que o diagrama de caminhos com quatro drives é o que melhor reflete as correlações entre os drives apresentado valores ligeiramente superiores ao modelo de sete drive. Conclui-se que, ainda que o modelo de quatro drives possa melhor se ajustar as variáveis selecionadas, as empresas não devem desprezar a força conjunta dos sete drivers.

Autor:
João Conrado de Amorim Carvalho


Veja
http://dehesa.unex.es/bitstream/handle/10662/5765/TDUEX_2017_Carvalho_JC.pdf?sequence=1

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Artigo: TRANSPARÊNCIA E PRESTAÇÃO DE CONTAS NA MOBILIZAÇÃO DE RECURSOS NO TERCEIRO SETOR_ UM ESTUDO DE CASOS MÚLTIPLOS REALIZADO NO SUL DO BRASIL

                        prestações de contas no Terceiro Setor confiança
As organizações do Terceiro Setor surgiram para suprir necessidades sociais não atendidas plenamente pelo Estado. A relevância das Organizações do Terceiro Setor para a sociedade como um todo destaca o papel fundamental da mobilização dos recursos, a fim de preservar sua sustentabilidade econômica e a manutenção de suas atividades. Nesse sentido, recursos e capacidades são fundamentais nessas organizações, contribuindo para o atendimento de seus processos e objetivos perante a sociedade. Diante disso, este artigo objetiva compreender como a transparência e a prestação de contas contribuem para a mobilização de recursos nas organizações sociais. Para tanto, foi desenvolvida uma pesquisa com abordagem qualitativa-exploratória, que utilizou o estudo de casos múltiplos como delineamento, e a entrevista semiestruturada em profundidade como técnica investigativa. A amostra selecionada foi composta por cinco organizações, situadas no norte do estado do Rio Grande do Sul. Os conceitos teóricos que embasam a pesquisa são Transparência e Prestação de Contas, Mobilização de Recursos e Visão Baseada em Recursos. Como principais resultados, destacam-se: a necessidade das organizações em desenvolverem práticas de transparência de forma mais efetiva, visto que a mobilização de recursos afeta a sustentabilidade organizacional; e, a ligação entre as práticas de transparência desenvolvidas pelas organizações e o nível de mobilização de recursos das organizações sociais.


Autores:
Camila Fortuna Dall Agnol,
Rosana da Rosa Portella Tondolo,
Vilmar Antonio Gonçalves Tondolo,
Aléssio Bessa Sarquis

Veja:
http://proxy.furb.br/ojs/index.php/universocontabil/article/view/5458/pdf

Artigo: ANÁLISE DO PROCESSO DE COMUNICAÇÃO DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL_ UM ESTUDO COM ESTUDANTES DE GRADUAÇÃO DA CIDADE DE NATAL/RN

             
A pesquisa tem o objetivo de avaliar a percepção sobre a informação contábil gerada pela contabilidade e recebida pelos usuários da informação contábil por meio dos estudantes concluintes dos cursos de ciências contábeis e de administração das instituições de ensino superior em Natal/RN. A literatura demonstra que a preocupação com o aspecto qualitativo da informação contábil não é recente e cresce à medida que a gama de usuários dessas informações se amplia. O processo de comunicação contábil considera a capacidade que os usuários têm para compreender e interpretar a informação de forma correta. A pesquisa realizou o levantamento de dados por meio da aplicação de questionário e os resultados mostram que o processo de comunicação não ocorre de maneira eficiente e tampouco eficaz, tal como requer a teoria contábil e preconiza a teoria da comunicação, revelando uma necessidade de melhoria no processo de ensino-aprendizagem nas áreas relacionadas.

Autores:
Felipe Silva Moreira,
Francisco Hedson Costa,
Clayton Levy Lima Melo

Veja:
https://periodicos.ufpe.br/revistas/ricontabeis/article/view/22599/19237

Artigo: DETERMINANTES DA DIVULGAÇÃO OBRIGATÓRIA DO PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 27 NO SETOR ELÉTRICO: UMA ANÁLISE DAS COMPANHIAS ABERTAS LISTADAS NA BM&FBOVESPA

   
Essa pesquisa tem como objetivo analisar o nível de cumprimento das companhias abertas do setor elétrico dos requisitos de divulgação do Pronunciamento Técnico CPC 27 no período de 2010 a 2013, assim como seus determinantes. Foram analisadas as Notas Explicativas das demonstrações contábeis de 30 empresas de capital aberto do setor elétrico de 2010 a 2013e foi calculado o índice de não divulgação (IND). Em seguida, foi montada uma regressão com variáveis que pudessem explicar o nível de divulgação das companhias. Os resultados demonstram que o IND médio para o setor elétrico corresponde a 52,69% no período analisado. Uma possível explicação para os resultados é o nível detalhamento das informações sobre ativo imobilizado, que pode ser um fator que dificulta a implementação dessa norma. Outra hipótese refere-se à insuficiente fiscalização exercida pelos órgãos reguladores. Foi constatado que as variáveis tamanho, grau de imobilização e governança corporativa são estatisticamente significativas.

Autores:
Juliana Ferreira de Oliveira,
Tayná Cruz Batista,
Sophie de Souza Abrahão,
José Augusto Veiga da Costa Marques,
Marcelo Alvaro da Silva Macedo

Veja:
https://periodicos.ufpe.br/revistas/ricontabeis/article/view/22597/19236

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