Cabo aposentado da Polícia Militar também foi preso.
Empresas são investigadas por pirataria em Apucarana, no norte do estado.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) anunciou nesta quarta-feira (10) que descobriu um sistema de contabilidade paralelo nas empresas investigadas por pirataria em Apucarana, na região norte do Paraná. Segundo o promotor Cláudio Esteves, a estratégia era usada para sonegar impostos – em uma das empresas envolvidas foram encontrados R$ 2 milhões em cheques. O Ministério Público informou que irá pedir o bloqueio de bens de policiais e empresários presos. As empresas são suspeitas de produzir bonés e camisetas falsificados com etiquetas de marcas famosas. Inclusive alguns produtos indicavam que eram “100% originais”.
Na terça-feira (9), o delegado-chefe da cidade, Valdir Abraão, foi preso suspeito de participar das ações. Dois policiais também foram presos na terça-feira. Os três foram encaminhados para Curitiba. Um cabo aposentado da Polícia Militar (PM), que era funcionário de uma das empresas envolvidas, também foi detido na terça. No total, 24 pessoas foram presas no Paraná.
"Esses policiais são investigados pela prática de corrupção passiva e de integrarem esse sistema captaniado por alguns dos empresários no sentido de co-optar os policiais e obter deles a proteção para que não desempenhassem adequadamente a sua função, e, aliás, dessem cobertura para o exercício ilegal dessa atividade”", afirmou o promotor do Gaeco.
Abraão é delegado há mais de 20 anos e já trabalhou em Londrina, Cambé e Arapongas, no norte do estado. Gravações em vídeo e telefônicas, além de denúncias, ajudaram nas investigações, conforme o Gaeco. Os pagamentos eram feitos mensalmente em dinheiro e entregues até em churrascos e partidas de futebol. Eles giravam em torno de R$ 3 mil por empresário. Documentos apreendidos estão sendo analisados por auditores porque as empresas também são acusadas de sonegação de impostos. As investigações eram realizadas há mais de seis meses. O G1 não conseguiu localizar o advogado de defesa do delegado.
Operação Nacional
A Operação Nacional contra a Corrupção foi deflagrada pelo MP, em parceria com diversos órgãos, e cumpre mandados de prisão, de busca e apreensão, de bloqueio de bens e de afastamento das funções públicas em pelo menos 12 estados. O desvio de verbas públicas sob investigação ultrapassa R$ 1,1 bilhão. Leia mais.
A Operação Nacional contra a Corrupção foi deflagrada pelo MP, em parceria com diversos órgãos, e cumpre mandados de prisão, de busca e apreensão, de bloqueio de bens e de afastamento das funções públicas em pelo menos 12 estados. O desvio de verbas públicas sob investigação ultrapassa R$ 1,1 bilhão. Leia mais.
A operação foi batizada localmente de "Jolly Roger", em alusão à bandeira pirata (dado o fato de que é a pirataria de produtos que enseja a corrupção policial e sonegação).
Fonte: G1
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