
Gosto muito da postura do Coaching Positivo, derivado da Psicologia Positiva de Martin Seligman, onde o foco passa das neuroses para os dons e as virtudes.
Nas minhas experiências vividas nos meios empresariais, e não são poucas nesses 35 anos, tenho notado que aquilo que motiva realmente as pessoas, o que as move para atitudes de engajamento são as verdadeiras possibilidades de construção de um futuro melhor para si mesmas e para as empresas em que se encontram.
E isso vem de dentro. Colocar seus dons e suas virtudes em função da sistematização de caminhos, roteiros novos embasados na criatividade e nas mudanças de realidades, muitas vezes, acomodadas pela cultura conservadora do local.
Há um transbordamento de energia transformadora quando nossos dons principais se encontram com o reconhecimento da transformação perene e positiva.
A força motivacional é enraizada nos mapas mentais, remodelados plasticamente pelo nosso cérebro, quando resolvemos problemas reincidentes e persistentes durante longo tempo. A energia é poderosamente somatizada e reforçada mais e mais vezes, conforme o envolvimento cresce e dá frutos.
Neste momento é imprescindível a figura do líder inteligente e preparado para perceber o movimento e dar acabamento ao processo com feedbacks reforçadores. Também é de extrema importância sua atitude de lubrificar o processo de transformação na devolutiva de suas opiniões com perguntas inteligentes, forçando assim o liderado a se mover contra sua tendência à acomodação:
- "O que você já pensou sobre isso?".
- "Qual a sua solução para o caso?". E por aí vai.
As empresas precisam entender que bons processos andam sozinhos, seu design é circular, o fim coincide com o início. Mais do que isso o que realmente vale é deixar que as pessoas que estão em contato com eles, o modelem da melhor forma possível, sem dúvida de maneira prática, pois ele não é teórico. Essa postura deve ser aculturada diariamente no ambiente de trabalho.
- "Qual a sua solução para o caso?". E por aí vai.
As empresas precisam entender que bons processos andam sozinhos, seu design é circular, o fim coincide com o início. Mais do que isso o que realmente vale é deixar que as pessoas que estão em contato com eles, o modelem da melhor forma possível, sem dúvida de maneira prática, pois ele não é teórico. Essa postura deve ser aculturada diariamente no ambiente de trabalho.
Enquanto a prepotência da liderança estiver resolvendo, todo esse desenvolvimento vai por água abaixo. E o pior, tolhe as possibilidades de crescimento da equipe.
Mihaly Csikszentmihalyi, gênio criativo, ensina que existe um estado de motivação chamado Flow, tempo sublime em que um fluxo criativo se condensa em ideias ou insights. Aqueles momentos em que o "gosto" maravilhoso de "ser capaz" torna-se palatável e real. Quem não experimentou isso?
O tempo passa sem o notarmos, tamanho envolvimento e concentração no que estávamos fazendo.
Tudo se encaixa perfeitamente, o trabalho é bem executado, a capacidade de realização é verdadeira e densa, a motivação para continuidade ou aprofundamento das habilidades dispensadas é enorme.
O círculo do processo é poderosamente concluído.
Nasce a expertise.
Nasce a expertise.
Assim podemos imaginar a somatória de tudo isso, acontecendo a todo o momento nas empresas.
As possibilidades de desenvolvimento são exponenciais.
Enxergo hoje as empresas como verdadeiros celeiros geradores do desenvolvimento humano.
As possibilidades de desenvolvimento são exponenciais.
Enxergo hoje as empresas como verdadeiros celeiros geradores do desenvolvimento humano.
O que nos faltou de formação pela pífia condição educacional brasileira, que politicamente foi direcionada em busca de números mentirosos, pode e está sendo recuperada pelas empresas.
Independentemente do tamanho, do potencial financeiro, elas tremendamente judiadas pela enorme carga tributária a que lhe são impostas, têm feito a sua parte. Inteligentes, calcadas no empreendedorismo de seus fundadores, extrapolam inteligência e preparo. Verdadeiras e fantásticas universidades teimando no desenvolvimento dos seus colaboradores.
Podemos colocar também a importância no alinhamento cultural que deve ser considerado seriamente desde o recrutamento e percorrido por toda estrutura organizacional. Pessoas desalinhadas com essa nova maneira de colaboração provocariam uma catástrofe.
As pessoas devem entender e querer movimento no sentido do desenvolvimento profissional. Parece óbvio, mas nem sempre esse fluxo acontece facilmente. É preciso muita perseverança e confiança no processo, principalmente no topo.
As pessoas devem entender e querer movimento no sentido do desenvolvimento profissional. Parece óbvio, mas nem sempre esse fluxo acontece facilmente. É preciso muita perseverança e confiança no processo, principalmente no topo.
Fica aqui um recado para vocês, líderes -
A postura de flexibilidade possibilitando aos seus liderados muitos "flows". Só assim o país poderá construir diferenciais fortes e sustentáveis, nascidos e enraizados culturalmente. Afinal criatividade nunca nos faltou.
Ou poderá optar pela importação de mão de obra.
Augusto Amato Junior
Possui MBA em Marketing, Engenheiro Civil Especializado em Segurança do Trabalho, Coach Certificado pelo IBC - Instituto Brasileiro de Coaching em Coaching Positivo, Coaching Comportamental, Neurocoaching. Palestrante e consultor nas áreas de: Formação de Pessoas, Coaching; Gestão por Competências; Sistemas de Remuneração Variável; Gestão de Equipes de Vendas com Visão de Retenção de Clientes; Marketing de Serviços; Plano de Marketing; Neuromarketing; Implantação de Cultura Estratégica Criativa. É membro do Conselho Consultivo da Agência de Formação Profissional SENAI de São João da Boa Vista. Relações Públicas da Indústria da ACI - Associação Comercial e Industrial de Mococa. Professor Senac e de Administração da INTEFISA - Instituto de Filosofia e Teologia São Francisco e Santa Clara de Assis.
Possui MBA em Marketing, Engenheiro Civil Especializado em Segurança do Trabalho, Coach Certificado pelo IBC - Instituto Brasileiro de Coaching em Coaching Positivo, Coaching Comportamental, Neurocoaching. Palestrante e consultor nas áreas de: Formação de Pessoas, Coaching; Gestão por Competências; Sistemas de Remuneração Variável; Gestão de Equipes de Vendas com Visão de Retenção de Clientes; Marketing de Serviços; Plano de Marketing; Neuromarketing; Implantação de Cultura Estratégica Criativa. É membro do Conselho Consultivo da Agência de Formação Profissional SENAI de São João da Boa Vista. Relações Públicas da Indústria da ACI - Associação Comercial e Industrial de Mococa. Professor Senac e de Administração da INTEFISA - Instituto de Filosofia e Teologia São Francisco e Santa Clara de Assis.
Fonte: RH
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