
Hotelaria: Bristol, Plaza Inn e Solare se unem com objetivo de ter 100 hotéis em quatro anos e atrair R$ 1 bi
Alberto Komatsu De São Paulo
19/10/2010
Alberto Komatsu De São Paulo
19/10/2010
Três redes nacionais de hotéis anunciam hoje uma iniciativa inédita nesse setor no Brasil. A Bristol Hotéis, a Plaza Inn e a Solare promovem uma fusão e criam a terceira maior rede hoteleira do país. Juntas, têm 40 empreendimentos focados na categoria econômica, faturamento conjunto estimado em R$ 150 milhões este ano, 3 mil quartos e 1,6 mil funcionários.
A fusão das três redes traz ao mercado a Allia Hotels, que vai coordenar a operação e estratégia de expansão das três bandeiras, que continuarão a existir. O segmento econômico respondeu em 2009 por 20% do faturamento das associadas ao Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), de R$ 3 bilhões.
A Allia, que significa sorte em latim e também é uma abreviação de aliança, nasce filiada ao FOHB. Além de ser a controladora, a Allia será a marca que vai lançar o grupo no segmento de hotéis de luxo. O processo de fusão deverá ser concluído em dois anos e cada rede passará por uma auditoria.
"Foi uma combinação de perfis, culturas e disponibilidade para entender que a fusão era benéfica", afirma o presidente da Allia Hotels, André Monegaglia, mentor e principal negociador da fusão. De acordo com ele, as três redes são familiares, com atuação regional que se complementam. E elas não têm empreendimentos que competem entre si.
No total, as três redes que criaram a Allia planejam ter, daqui a quatro anos, 100 hotéis, com alavancagem de R$ 900 milhões para a construção dos empreendimentos. Considerando-se a verba para reformas internas de hotéis já existentes, com preservação da fachada, o novo grupo pretende atrair investimento de R$ 1 bilhão nesse período.
A soma dos contratos que as três redes assinaram com investidores antes da fusão leva a um total de R$ 450 milhões para inaugurar 30 hotéis até 2014.
Com a criação da Allia, Monegaglia diz que a meta é atrai R$ 450 milhões adicionais para a construção de mais 30 empreendimentos nos próximos quatro anos. Outros R$ 100 milhões serão aplicados para reformas internas, com preservação da fachada de hotéis em operação.
O presidente da Allia estima que 70% do faturamento das três redes é proveniente de hotéis três estrelas voltados para o segmento de negócios, com diárias tidas como econômicas entre R$ 200 e R$ 300 ( "midscale" no jargão do setor). Cerca de 25% são de hotéis econômicos e 5% de supereconômicos.
Em 2014, quando a rede deverá faturar R$ 350 milhões, Monegaglia projeta que os hotéis do segmento "midscale" representarão 50% do faturamento. Os hotéis econômicos e supereconômicos, juntos, responderão por 40% do movimento financeiro. Os 10% restantes deverão ser gerados pela nova frente de atuação do grupo, a de hotéis de luxo, com a bandeira Allia.
Cada um dos três grupos terá um terço de participação na Allia. Monegaglia conta que o grupo está aberto à entrada de novos sócios. "Abrir o capital da Allia é uma opção que está no nosso horizonte. Mas para ter acesso ao mercado de capitais, não necessariamente vamos abrir o capital. Acho mais viável abrir um fundo de investimento imobiliário", afirma Monegaglia.
A Bristol concentrará sua atuação no Rio, Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia. O foco da Plaza Inn está na região Centro-Oeste e no interior paulista. A Solare, por sua vez, atuará mais nas regiões Norte e Nordeste, exceto a Bahia. São Paulo, litoral paulista, Vale do Paraíba, Vale do Ribeira e região Sul serão distribuídas de forma compartilhada pelas três redes.
Valor Econòmico
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