Essa é um das queixas mais recorrentes de nossos clientes, parceiros e empresários.
Mas até que ponto realmente falta comprometimento para os profissionais que estão iniciando sua carreira profissional ou será que as organizações não estão dando o respaldo necessário para que esses profissionais desenvolvam-se, vistam a "camisa da organização"?
Recentemente tive duas experiências que quero compartilhar com vocês:
Case 01
A Empresa X contrata nossa consultoria para "Capacitação de seus colaboradores da área de Atendimento". Uma das principais queixas em relação a esses profissionais é que não tinham "Comprometimento" com a organização e no Atendimento aos Clientes - com frequentes atrasos, atestados médicos, falta de resolução de problemas, reclamação dos clientes etc.
Ao realizarmos o diagnóstico e o levantamento de necessidades para o treinamento nos deparamos com um cenário e um perfil muito diferente do relatado inicialmente: os profissionais apresentam contribuições muito pertinentes, boa visão do negócio, discussões agregadoras, bom nível de maturidade emocional e técnico.
- Como explicar que esses mesmos profissionais não conseguiam ter uma boa capacidade de entrega e resultado para organização? Aprofundando diagnósticos, vemos que esses profissionais estão extremamente desmotivados com seus líderes, que não os treinam adequadamente, não dão respaldo técnico para seus atendimentos, inexiste uma comunicação adequada, os processos não estão descritos... Ou seja, existe um emaranhado de problemas e de questões que comprometem o nível de "Comprometimento" desses profissionais.
Case 02
Domingo pela manhã! Entro em uma grande rede de fast-food para lanchar... Após alguns minutos na área de alimentação, me deparo com a seguinte cena...
Uma mãe chega com sua filha de aproximadamente cinco anos na mesa ao lado para lanchar. Ao sentar a menina derruba todo o suco na mesa. Rapidamente, a mãe levanta irritada com a situação e olha para um grupo de três funcionários que estão sentados em uma mesa próxima e pede ajuda: "Você pode me ajudar?". O funcionário ainda de cabeça baixa, pois estava no telefone celular responde: "Ainda não estou na minha hora de trabalho". Indignado com a resposta e situação outro cliente toma as dores da mãe e diz: "O que custa você ajudar a moça?". "Levanta dai e vai ajudá-la", mas o profissional não esboça qualquer sinal, não responde a essa abordagem como se realmente aquela situação não tivesse nada a ver com ele. Outros dois profissionais também não esboçam a mínima reação.
Importante: estes três profissionais estavam na área de atendimento, uniformizados, com crachá e como assim não tem nada a ver com a essa contingência? Aqui sim vemos uma falta clássica de comprometimento, onde profissionais provavelmente não têm perfil para atendimento, não foram capacitados adequadamente para lidar com essas situações, e onde normas e regras não ficam claras para esses profissionais, que representam sim a organização ao estar com Uniforme, Crachá e nas dependências da organização.
Amigos... Ficam aqui um pouquinho das minhas experiências e reflexões, para que nem tudo vire um simples "chavão" ou, pior ainda, passe simplesmente despercebido das reais necessidades de desenvolvimento e de capacitação dos nossos colaboradores!
Elaine Moraes Psicóloga, pós-graduada em Gestão de Pessoas nas Organizações. Profissional com 15 anos de experiência na área de Recursos Humanos e Consultoria Empresarial, com forte atuação nas áreas de Treinamento e Desenvolvimento, Programas de qualidade ISO 9000:2000, 14001 e Acreditação Hospitalar, Programas de Excelência no Atendimento ao cliente e cidadão, Programas de Desenvolvimento de Líderes, Formação de Multiplicadores, Mapeamento de Competências Comportamentais e Reestruturação Organizacional.
Fonte: RH
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