
Mercados emergentes seguem com alto risco para investidores, mas ainda são bom negócio frente aos resquícios da crise
Embora os mercados emergentes tenham mantido a economia mundial em movimento nos últimos quatro anos, durante o período mais agudo da crise, eles devem ser uma opção mais arriscada para os investidores em 2013. Esse é o quadro previsto pela consultoria Eurasia Group, que listou outros nove fatores de risco que podem influenciar o cenário econômico este ano. Para especialistas, a questão passa pela volatilidade desses mercados, concentração de ações, variação cambial e instabilidade política. Mesmo assim, o Instituto Internacional de Finanças (IIF) aposta que os mercados emergentes ainda sejam um bom negócio para os próximos anos.
Taxas de crescimento elevadas e alta rentabilidade para os investidores são características comuns aos mercados emergentes. Porém, enquanto esses países não atingem nível de maturidade dos mais desenvolvidos, o risco permanece alto, e a economia fica sujeita a instabilidades. Ainda assim, alguns mercados apresentam melhores perspectivas do que outros, devido as suas particularidades, entre eles o Brasil. O professor de Finanças Corporativas do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec) Vinicius Brandi explica que a democracia consolidada, os incentivos do governo e o período de estabilidade econômica vivido pelo País o posicionam como um dos menos arriscados. Professor de Economia do Ibmec, Mauro Rochlin também aposta nesses fatores, mas destaca que a desaceleração no ritmo de crescimento e a diminuição nas taxas de juros podem deixar os investidores mais receosos.
Além do risco nos investimentos de capital de portfólio (em títulos de renda fixa ou da bolsa de valores), os investimentos diretos também podem ser menos seguros nesses mercados. Com instabilidade política, os marcos regulatórios, que dão suporte e segurança jurídica para a atuação de uma empresa no país, podem ser colocados em xeque. Nos últimos anos, apesar da crise, a abertura de fábricas ou filiais (inclusive com capital estrangeiro) tem aumentado no Brasil, segundo Rochlin. Mas, neste ano, o risco pode aumentar devido ao baixo índice de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado, o que desestimula a vinda dessas companhias.
Mesmo que a perspectiva de recuperação econômica dos países desenvolvidos para este ano se confirme, analistas do Instituto de Finanças Internacionais (IIF) preveem que o crescimento será fraco, e o consumo retomará seu ritmo lentamente ao longo dos anos. "As oportunidades de negócios nos mercados emergentes são abundantes, com expectativas de fortes taxas de crescimento e expansão do varejo", atestam. Brandi ressalta que os países emergentes ainda demandam muitos investimentos e são uma opção para diversificar, principalmente em momentos de crise. "Isso pode ser uma proteção. Na última crise, os países emergentes não apresentaram grande impacto no desenvolvimento econômico", frisa o professor de Finanças.
Com diferentes cenários políticos, relatório lista mercados menos favoráveis
O relatório do Eurasia Group divide os países emergentes em três grupos, classificando-os conforme o grau de risco e a estabilidade política. Mais próximos de se tornarem desenvolvidos, países como Brasil, México e Colômbia são um convite a investidores com vista para a América Latina, por oferecerem menos riscos. No segundo grupo, estão países com política instável, como África do Sul e Peru (onde o populismo e o socialismo são riscos às aplicações), além da China - o país deve seguir registrando crescimento na economia doméstica, mas sem muita abertura ao capital estrangeiro. A guerra ainda vivida pelo Iraque o coloca como uma economia balisada por uma política instável - um não convite aos empresários.
Por fim, o relatório classifica como economias submergentes os países onde falta uma governança efetiva, com ausência de marcos regulatórios que assegurem os investimentos. A Rússia é o principal mercado incluído nesse grupo - muito pelas polêmicas envolvendo o presidente Vladimir Putin -, que também inclui Paquistão, Líbia, Argentina e Venezuela. "Sem dúvida, o risco político decorre exatamente dessa incerteza em relação às decisões soberanas", observa Brandi.
Taxas de crescimento elevadas e alta rentabilidade para os investidores são características comuns aos mercados emergentes. Porém, enquanto esses países não atingem nível de maturidade dos mais desenvolvidos, o risco permanece alto, e a economia fica sujeita a instabilidades. Ainda assim, alguns mercados apresentam melhores perspectivas do que outros, devido as suas particularidades, entre eles o Brasil. O professor de Finanças Corporativas do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec) Vinicius Brandi explica que a democracia consolidada, os incentivos do governo e o período de estabilidade econômica vivido pelo País o posicionam como um dos menos arriscados. Professor de Economia do Ibmec, Mauro Rochlin também aposta nesses fatores, mas destaca que a desaceleração no ritmo de crescimento e a diminuição nas taxas de juros podem deixar os investidores mais receosos.
Além do risco nos investimentos de capital de portfólio (em títulos de renda fixa ou da bolsa de valores), os investimentos diretos também podem ser menos seguros nesses mercados. Com instabilidade política, os marcos regulatórios, que dão suporte e segurança jurídica para a atuação de uma empresa no país, podem ser colocados em xeque. Nos últimos anos, apesar da crise, a abertura de fábricas ou filiais (inclusive com capital estrangeiro) tem aumentado no Brasil, segundo Rochlin. Mas, neste ano, o risco pode aumentar devido ao baixo índice de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado, o que desestimula a vinda dessas companhias.
Mesmo que a perspectiva de recuperação econômica dos países desenvolvidos para este ano se confirme, analistas do Instituto de Finanças Internacionais (IIF) preveem que o crescimento será fraco, e o consumo retomará seu ritmo lentamente ao longo dos anos. "As oportunidades de negócios nos mercados emergentes são abundantes, com expectativas de fortes taxas de crescimento e expansão do varejo", atestam. Brandi ressalta que os países emergentes ainda demandam muitos investimentos e são uma opção para diversificar, principalmente em momentos de crise. "Isso pode ser uma proteção. Na última crise, os países emergentes não apresentaram grande impacto no desenvolvimento econômico", frisa o professor de Finanças.
Com diferentes cenários políticos, relatório lista mercados menos favoráveis
O relatório do Eurasia Group divide os países emergentes em três grupos, classificando-os conforme o grau de risco e a estabilidade política. Mais próximos de se tornarem desenvolvidos, países como Brasil, México e Colômbia são um convite a investidores com vista para a América Latina, por oferecerem menos riscos. No segundo grupo, estão países com política instável, como África do Sul e Peru (onde o populismo e o socialismo são riscos às aplicações), além da China - o país deve seguir registrando crescimento na economia doméstica, mas sem muita abertura ao capital estrangeiro. A guerra ainda vivida pelo Iraque o coloca como uma economia balisada por uma política instável - um não convite aos empresários.
Por fim, o relatório classifica como economias submergentes os países onde falta uma governança efetiva, com ausência de marcos regulatórios que assegurem os investimentos. A Rússia é o principal mercado incluído nesse grupo - muito pelas polêmicas envolvendo o presidente Vladimir Putin -, que também inclui Paquistão, Líbia, Argentina e Venezuela. "Sem dúvida, o risco político decorre exatamente dessa incerteza em relação às decisões soberanas", observa Brandi.
Fonte: Terra
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