14/07/2010
Conforme levantamento apresentado hoje (14) pela Ernst & Young em parceria com o Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (Ibri) e a Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) durante o 12º Encontro Nacional de Relações com Investidores, as empresas brasileiras ainda estão divididas sobre o impacto da implementação das Instruções Normativas 480 e 481 da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), criadas com o objetivo de incentivar a transparência nas relações entre acionistas e companhias abertas.
A maior preocupação com relação ao formulário de referência é a remuneração dos administradores, apontada como seção que mais pode gerar dificuldades, com 25% das respostas dos entrevistados, e o principal desafio para 52% das empresas é preparar suas equipes internas para preencher tal formulário.
O objetivo da apuração foi avaliar o grau de preparo e a estrutura das empresas para aplicação das instruções 480 e 481, além de apontar os principais desafios enfrentados pelas empresas e as perspectivas de adequação do mercado.
Foram ouvidos executivos da alta administração das áreas de finanças e RI de 56 importantes companhias brasileiras de capital aberto de alguns dos principais setores econômicos do País (financeiro, bens de consumo, varejo, energia e recursos naturais, químico, mercado imobiliário e construção, etc.) entre maio e junho de 2010.
Foi apurado pela E&Y que 77% dos entrevistados afirmaram já ter avaliado o impacto da adoção das normas em todas as áreas da organização. Entre as áreas de Relações com Investidores (RI), 50% já estavam se preparando entre seis meses e um ano para a adoção das normas e 43% iniciaram os preparativos logo após a aprovação pela CVM, em dezembro de 2009.
Sobre a clareza das exigências a pesquisa aponta a nítida divisão de percepção entre as empresas: 50% dos entrevistados acham que a CVM está comunicando as mudanças de forma clara e 50% pensam o contrário. A divisão reaparece quando se questiona se o prazo estipulado para apresentação do formulário de referência. Enquanto que 57% consideram o prazo adequado, 43% entendem diferente.
A pesquisa apurou que já há clara consciência sobre a responsabilidade pela preparação desse formulário: 45% dos entrevistados entendem que o documento ficará a cargo da área de RI em conjunto com áreas específicas, enquanto 38% atribuem a tarefa a um grupo multidisciplinar, com coordenação de RI. Ou seja, 83% atribuem papel decisivo para a área de RI.
Há uma visão relativamente homogênea sobre o impacto de custos pois 68% dos entrevistados acreditam que as novas regras trarão necessidade de mais investimentos. A grande maioria (87%) também avalia que a adoção da 480 e da 481 trará mudanças na maneira em que as organizações são avaliadas pelo mercado.
Fonte: Executivos Financeiros
http://www.executivosfinanceiros.com.br/noticias_mostra.asp?id=65056
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