
por FinancialWeb
12/05/2010
Em sua maioria, as dificuldades referem-se às movimentações incorretas e a inconformidades de dados cadastrais
Diversas companhias brasileiras enfrentam dificuldades para se adequarem as exigências do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). A pesquisa desenvolvida pela CIGAM, empresa de software de gestão empresarial (ERP), identificou alguns pontos específicos do programa que têm gerado dúvidas.
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“Constatamos que ainda há muitas oportunidades de melhoria em relação a itens da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) como códigos, parametrização, notas de importação, alteração de dados e, no caso do Sped, de documentos e dados retroativos”, informou Luís Rogério Dupont, diretor de desenvolvimento da CIGAM.
Saiba mais sobre Sped. Acesse o espaço de Roberto Dias Duarte, Expert do FinancialWeb
O estudou apontou que boa parte das empresas tem problemas no momento de implantar a NF-e por não ter sido informadas a tempo por sua assessoria fiscal, ou até mesmo por deixar para a última hora.
Segundo Dupont, isso acaba acarretando problemas básicos, como a falta do certificado digital, aquisição do certificado errado, questões de melhoria de infraestrutura de TI e ajustes de cadastro de última hora.
Entre as principais dificuldades referentes à NF-e, pode ser destacado:
cadastramento de itens para eliminar a utilização de códigos ‘brancos’ ou genéricos;
parametrização correta dos Tipos de Operação e regras fiscais. E, quando é necessária, a nota de importação;
revisão de cadastros de clientes, fornecedores e transportadoras para complementar e ajustar informações nos campos específicos.
Em relação ao sistema Sped como um todo, um dos problemas de destaque constatado refere-se à alteração de dados retroativos quando há necessidade de entregar Escrituração Fiscal Digital (EFD) de meses anteriores. O Programa Validador (PVA) é outro empecilho, pois não aceita uma nota com informações divergentes, mas a alteração do documento não é legal. Nesse caso, a resposta da Secretaria da Fazenda é que deve ser feita uma nota de correção sem alterar o documento. No entanto, segundo Dupont, isso não resolve o problema da nota já gravada.
“Não há alternativa se não alterar a nota e entregar a EFD com uma informação, enquanto a nota impressa ou NFe estão com dados errados”, afirmou o diretor.
Além disso, há, ainda, o cadastramento de informações no ERP que antes não eram necessárias, como Guias de Recolhimento de Impostos, por exemplo.
Em suma, a maioria das dificuldades referem-se às movimentações incorretas e a inconformidades de dados cadastrais.
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